Estudo das 42 (Quarenta e duas) Estações no Deserto

 

Sumário

1- Princípios de Contexto

1.1- Princípio da Primeira Menção

1.2- Princípio da Menção Comparativa

1.3- Princípio da Menção Progressiva

1.4- Princípio da Menção Completa

2- Figuras de Linguagem

2.1- Princípio dos Símbolos

2.2- Princípio dos Números

2.3- Princípio dos Tipos

3- A Guematria

4- Exemplificação Resumida

4.1- YHWH

4.2- YESHUA

4.3- TORAH

5- O Candelabro (Menorah)

6- Níveis de Interpretação e Estudo Rabínicos

7- Considerações Gerais

8- Linha cronológica da revelação da Palavra – Aspectos Importantes

Princípios de Contexto

Princípio da Primeira Menção

Geralmente a primeira menção, seja uma palavra específica ou um conceito, traz o aspecto da Verdade em forma de semente.

Exemplo: Neguebe – Gn 12:9 e Sl 126:4 – Lugar de Decisões Maduras

Mispa – Gn 31:49 e I Sm 7:11-12;16 – Vigilância do eu.

Princípio da Menção Comparativa

Utilizamos textos similares com respeito ao tema em análise e isto nos ajuda, através da comparação ou do contraste, a compreender melhor o aspecto da Verdade em referência.

Exemplo: Câmaras dos Sacerdotes no Templo e a Ornamentação do interior do Templo. Época de Ezequiel – Ez 8:12-16

Época da construção do Templo – I Rs 6:29-35

Princípio da Menção Progressiva

Estabelece uma forma através da qual a Verdade vai sendo paulatinamente revelada em maior grau de intensidade e detalhes.

Exemplo: Sacrifício de Sangue para remissão dos pecados. Inicia com um cordeiro e, ao final, somos instruídos sobre quem é o verdadeiro Cordeiro. Lv 1:3-9 – Oferta de Holocausto/Oferta Queimada – Cordeiro.

Is 53:3-11 – O Cordeiro é um Homem (alma)

Jo 1:29 – Jesus Cristo é este Cordeiro; é este Homem.

Princípio da Menção Completa

Geralmente é estabelecido em porções específicas sobre temas específicos, ou se obtêm através da análise detalhada de todas as menções correlatas quando postas em estudo conjuntamente.

Exemplo: A Palavra de Deus – Sl 119

O Amor – I Co 13

Figuras de Linguagem

2.1- Princípio dos Símbolos

Através da simbologia podemos entender muito das Escrituras. Ao discernir o vínculo entre o símbolo e aquilo que ele está a representar, podemos compreender aquilo que Deus parecia “ocultar” e a relação de cunho espiritual pelo qual o símbolo é utilizado.

2.2- Princípio dos Números

A Bíblia possui uma série de números que guardam relação com Verdades de natureza Espiritual. Precisamos entender os números e correlaciona-los às Verdades a que se referem. Isto amplia nosso campo de visão e aumenta a revelação sobre aquele aspecto em estudo.

2.3- Princípio dos Tipos

Um tipo é uma figura, um símbolo que carrega consigo uma revelação. Meditando sobre os tipos compreendemos princípios espirituais e podemos compreender melhor as doutrinas diretas ou indiretamente ligadas aos mesmos. Não podemos utilizar os tipos para estabelecer doutrinas, mas podemos utilizar os tipos para ver a Verdade, a doutrina ilustrada.

A Guematria

Quando o Senhor entregou sua Palavra aos homens, Ele O fez de forma que todos a pudessem compreender, pois o próprio nome Torah significa Instrução.

Mas apesar do Senhor escrever sua sabedoria em uma linguagem simples e humana, onde todos podem desfrutar e aprender o caminho da justiça, Ele também pôs neste livro códigos para que todos aqueles que tem sede de Deus pudessem desvendá-los penetrando na dimensão de Seu infinito Amor e Sabedoria.

Há uma lógica por detrás das letras hebraicas simplesmente inacreditável e insondável. O estudo baseado na matemática das vinte e duas consoantes hebraicas chama-se GUEMATRIA.

O fato de cada letra representar um número, nos permite ter uma ideia de como este é um campo vasto e muitos caminhos precisam ser desbravados. Imagine que cada palavra da bíblia em hebraico tem um valor numérico e que cada valor numérico tem uma raiz e um radical de onde se originou aquela palavra.

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Ainda que o termo Guematria seja moderno; esta metodologia já era utilizada milênios atrás pelos estudiosos hebreus. Encontramos algumas referências Bíblicas sobre esta ciência: “Aqui há sabedoria. Aquele que tem entendimento, CALCULE o número da besta; porque é o número de um homem, e o seu número é seiscentos e sessenta e seis” Ap13:18

O apóstolo João subliminarmente estava codificando algo para seus irmãos de fé. O profeta Daniel escreveu: “Tu, porém, Daniel, cerra as palavras e sela o livro, até o fim do tempo; muitos o ESQUADRINHARÃO, e a ciência se multiplicará” Daniel 12:4

Esquadrinhar é examinar minuciosamente, perscrutar. E, neste contexto numérico, significa medir, somar. Exatamente o que fazemos quando lançamos mão da ciência guematria.

O alfabeto hebraico é um idioma consonantal, composto de 22 consoantes apenas. Não existem vogais em hebraico. Os traços massoréticos, vêm como suprimento dessa carência e são adicionados nas consoantes. Lembrando também que no hebraico a leitura é feita da direita para a esquerda.

Exemplificação Resumida

4.1- YHWH

Tetragrama é como ficou conhecido o Nome de Deus, por ser composto por quatro consoantes: (י)Yúd, (ה) Hê, (ו) Vav e (ה) Hê. Transliterado: YHVH, que erroneamente puseram Jeová. Vamos descobrir seu valor numérico:

י Yúd, é a décima letra do alfabeto hebraico e seu valor numérico é = 10

ה Hê, é a quinta letra do alfabeto hebraico e seu valor é = 5

ו Vav, é a sexta letra do alfabeto hebraico e seu valor é = 6

ה Hê, é a quinta letra do alfabeto hebraico e seu valor é = 5

10 + 5 + 6 + 5 = 26

O valor numérico total do nome de Deus é 26. Para encontrar o valor da raiz numérica, do nome de Deus é só somar os dois algarismos que compõem o número 26. 2 + 6 = 8

A raiz numérica do nome de Deus é 8!

4.2- YESHUA

Vamos analisar o nome YE’SHUA pela Guematria e descobrir também seu valor numérico:

י Yúd, é a décima letra do alfabeto hebraico e seu valor numérico é = 10

ש Shin, é a vigésima primeira letra do hebraico e seu valor é = 300

ו Vav, é a sexta letra do alfabeto hebraico e seu valor é = 6

ע Ayin, é a décima sexta letra do alfabeto hebraico e seu valor é = 70

Logo: 10 + 300 + 6 + 70 = 386.

O valor numérico total do nome YE’SHUA é 386, e sua dezena é 17.

3 + 8 + 6 = 17 isto é: 1 + 7 = 8

A raiz numérica do nome de YE’SHUA também é 8!

4.3- TORAH

ת Tav, é a vigésima segunda letra do hebraico, e seu valor é = 400

ו Vav, é a sexta letra do alfabeto hebraico, e seu valor é = 6

ר Resh, é a vigésima letra do alfabeto hebraico, e seu valor é = 200

ה Hê, é a quinta letra do alfabeto hebraico, e seu valor é = 5

Logo: 400 + 6 + 200 + 5 = 611

O valor numérico total da palavra Torah, é 611.

E sua raiz numérica é 8. (6+1+1 = 8)

A mesma raiz numérica do nome do Eterno (YHVH) e de seu Filho Yeshua!

Resumindo e decodificando:

  • A raiz do nome YHWH é……. 8;
  • A raiz do nome YESHUA é….8;
  • A raiz da TORAH é…………….8.

“Se guardardes os Meus mandamentos (a minha Torah – nº 8) permanecereis no meu Amor: Assim como Eu (Yeshua – nº 8) tenho guardado os mandamentos (a Torah – nº 8) de meu Pai (YHWH – nº 8) e no seu Amor permaneço”. João 15:10

O Candelabro (Menorah)

“Os Sete Ruach (Espíritos) de Elohim” sempre apontam para o número 8.

Some a 1ª haste com a 7ª haste 1 + 7 = 8

Some a 2ª haste com a 6ª haste 2 + 6 = 8

Some a 3ª haste com a 5ª haste 3 + 5 = 8

Encontramos três oitos (888) uma alusão à Yeshua, Elohim e a Torah!

 

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Obs: Mencionar significado dos números no Candelabro para exemplificação

Níveis de Interpretação e Estudo Rabínicos

O entendimento do judaísmo sobre as escrituras chega a quatro impressionantes níveis, toda a interpretação da Torah depende muito da forma como os Judeus estudam a Torah e o Tanach, que nas Bíblias Cristãs equivale ao Antigo Testamento, é possível chegar ao nível mais profundo de interpretação chamado: Pardes.

Pardes na tradução literal significa Jardim, apontando para o Paraíso, porém significa um acróstico de um método de estudo das Sagradas Escrituras; em outras palavras, Pardes representa quatro diferentes abordagens da exegese das Escrituras Sagradas no Judaísmo rabínico:

1 – Pshat (פשט) – Simplista ou simplificado – Corresponde ao significado literal do texto.

2 – Remez (רמז) – Sugestivo – Corresponde ao sentido tipológico, que alude ou exige uma exposição ampliada do sentido literal. – Relaciona-se a um significado alegórico e não somente literal.

3 – Drash (דרש)- Método que se vale das comparações entre textos e suas respectivas ocorrências — Envolve a análise das palavras, seu significado, sua colocação no texto, a comparação de palavras e formas equivalentes, e também a ocorrência de palavras e temas semelhantes noutros locais.

4 – Sôd (Revelação) – Envolve o aspecto mais relacionado à própria revelação de Deus acerca de Sua Palavra, evidentemente em acordo com o restante das Escrituras e considerando, dentre outros, os aspectos acima mencionados.

As iniciais das quatro dimensões juntas formam PDRS ou PaRDeS = Jardim ou Paraíso! “Examinais as Escrituras (Torah), porque julgais ter nelas a vida eterna (Pardes); e são elas que dão testemunho de mim” João 5:39.

Considerações Gerais

Aspectos importantes a serem considerados na busca de uma melhor interpretação das Escrituras e na busca de maior revelação de Deus no contexto do Estudo, que neste caso, refere-se às Estações no Deserto.

  1. Contexto Histórico-Cultural – Ex: Casamento Judaico (Jo 14), etc…
  2. Contexto Geográfico – Ex: Montes, vales, rios, fontes, e etc…
  3. Contexto Arqueológico – Ex: Historicidade e morfologia mineral
  4. Contexto ligado à Botânica – Ex: Árvores
  5. Outros.

Buscaremos ainda, com a ajuda do Senhor, utilizar alguns elementos para melhor compreensão da Palavra:

  1. Diagramas de Cronologia e Genealogia
  2. “Mapas Mentais” de Estudos.
  3. Mapas Geográficos

O presente estudo não é somente um resumo do livro de um irmão, especificamente sobre o tema das estações, mas um compêndio que correlaciona arquivos e resumos feitos ao logo de 10 a 15 anos de diversos irmãos e mesmo revelações que o Senhor nos trouxe ao meditar em todos estes elementos.

A ideia é, ao abordar uma determinada estação, demonstrarmos as interfaces desta com o todo da Palavra, em seu aspecto de revelação progressiva e comparativa. Desta forma buscar conhecer mais o Senhor e Sua maravilhosa Palavra.

Linha cronológica da revelação da Palavra – Aspectos Importantes

  1. Genesis – Importância das primeiras menções, pré-ciência de Deus e genealogias, com ênfase na compreensão da Verdade sobre “As Duas Casas de Israel”
  2. Êxodo – Festas Bíblicas, Tabernáculo e a saída do Egito mediante o julgamento dos ídolos.
  3. Levítico – Ofertas e Leis das Ofertas bem como a estrutura do livro com vistas à caminhada. Aspectos fundamentais da caminhada.
  4. Números – Caminhada, estações e aspectos individuais e corporativos.
  5. Deuteronômio – Detalhes importantes da caminhada e a ênfase na repetição das Leis. Características relevantes.
  6. Josué – A conquista gradual de Canaã, as guerras com os inimigos e a posse da Terra. Aspecto processual e as realidades espirituais correspondentes.
  7. Juízes – Os inimigos espirituais e o processo de Deus para salvar nossas almas.
  8. Livros Históricos – Ênfase no Templo e na formação cristã para sermos transformados em verdadeiras “Pedras Preciosas”, “Pedras que Vivem”. Correlação com as Pedras Preciosas e o preparo para reinar com o Senhor tipificado pela vida de Davi. A unidade na diversidade. A complementariedade cristã.
  9. Profetas – A pertinência das profecias, suas causas, seus aspectos cronológicos e as questões relacionadas aos eventos futuros e à correlação com a salvação de nossas almas.

Obs: Todas estas questões serão oportunamente abordadas com algum nível de profundidade, porém sempre correlacionando com o Novo Testamento para demonstrar a unidade do todo da Palavra e a relação indissolúvel entre Lei e Graça, entre o Velho e o Novo Testamento.