Estação 05 – Mara – Parte 1
1- Caminho de três dias → Caminho da cruz → Aspecto Processual
→ Projetar dois slides – A obra da cruz
→ Comparar:
- Nm 33:8-9
- Ex 15:22-26
2- Marta ou Mara. A benção da vontade rendida
→ Marta = Ama (Aquela que cuida)
→ Mara = Amargura
→ Marta passou a se chamar Mara na perspectiva de visão do povo em relação ao que lhe acontecia. Visão distorcida e subjetiva.
→ Relação direta com a nossa percepção de muitas “respostas de oração”
→ Mt 7:7-12
Pão → Pedra
Peixe → Cobra
↓ ↓
Pedido Nossa percepção da resposta
3- A cruz é acima de tudo, no aspecto subjetivo, a rendição da vontade e a obediência a Deus
→ Mt 26:36-46 → Ênfase nos versículos 38 a 42
→ A cruz representaria para Jesus a perda, ainda que momentânea, da face do Pai, da presença do Pai, da comunhão com o Pai.
→ O Pai é seu alimento, o Pai é quem dessedenta sua sede, o Pai é seu tudo.
→ Isto é extremamente significativo. Porque? Porque momentos de provações vão descortinar o nosso coração e vão nos expor quanto ao fato de nossos corações serem divididos ou não. Isto vai demonstrar se somos pessoas focadas em Cristo ou se temos muitos outros interesses.
→ Fome e sede tem significações: ・ Naturais ・ Espirituais
4- Mara é uma estação-chave para se compreender questões relacionadas a:
- Sede
- Fome
- Obstinação
- Murmuração
- Idolatria
5- Questão em foco: Sede
→ Aparece 16 vezes no Novo Testamento:
- 8 vezes → Sede física (Natural)
- 8 vezes → Sede espiritual (Sede de Deus)
→ No episódio da mulher samaritana temos a junção dessas duas realidades
→ Lá está implicitamente colocada a questão da idolatria e da busca frenética da alma por satisfação.
→ Lá também é quando o Senhor nos diz que está a busca de verdadeiros adoradores em espírito e em verdade. Isto denota claramente a questão focal: Cristo ser tudo!!!
6- Questão em foco: Fome
→ Ler o texto da página 14 – ”Retornando a Mara”
→ Explicação sobre a conquista no Neguebe e a maturidade
→ Gn 12:1-10
- No vs 01 tem o chamado, a promessa
- No vs 09 tem a necessidade do exercício da escolha
- No vs 10 tem a privação e a decisão errada
→ Gn 13:1-3
- O Senhor sempre nos fará voltar ao local onde decidimos errado para agora tomar a decisão certa.
- Veja como as riquezas de Abraão poderiam significar para ele uma derrota interior e como ele passa a reagir a partir de então → Gn 13:7-13 / Gn 14:14-23
- Isto só ratifica a realidade espiritual sobre o “ajuntar tesouros no céu” e a relação com a câmara dos tesouros no templo → Vida de Cristo
7- As possíveis reações da alma ao operar do Senhor por meio da cruz
Rt 1:1-21
→ “Nos dias em que julgavam os juízes” → Indicativo de decisão baseada em vontade própria, no ego, não em Deus.
→ “Houve fome na terra…” → Somada a questão dos juízes é um indicativo de: “Qual decisão eles vão tomar?”
→ Elimeleque sai de sua terra natal, Belém (casa do pão) e vai a Moabe. Os moabitas e amonitas foram adversários do povo de Deus. Estas realidades, aplicadas subjetivamente já haveriam de sinalizar uma derrocada.
→ Seus filhos se chamavam:
- Malom = Doente
- Quiliom = Fraqueza
→ O texto deixa implícito a união pelo casamento dos filhos de Elimeleque:
- Malom (Doente) → Orfa (Obstinação)
- Quiliom (Fraqueza) → Rute (Amizade)
→ A fraqueza pode ter pelo menos duas vertentes na palavra:
- Hb 4:14-16 → Relação de fraqueza com tentação e com Jesus atuando como intercessor, sumo sacerdote.
- IICo 12:7-10 → Relação da fraqueza como redutor do processo de auto-glorificação, soberba e vaidade da alma humana
- OBS: Isso não quer dizer que o pecado em nós subsiste para nos manter humildes. São coisas distintas.
→ Que paradoxo! A que permaneceu foi Rute, não Orfa.
- Orfa → Obstinada → Foi para seus deuses
- Rute → Amizade → Permaneceu → Casou com Quiliom (Fraqueza) → Ou seja, fraqueza necessária para nos mantermos em obediência
→ O “ser amigo de Deus” tem profundas implicações sob o ponto de vista da transformação interior a que necessitamos ser submetidos e resulta em profunda comunhão evidenciada por:
- Jo 15:13-15 → Relação entre amizade, obediência, permanência.
- Jo 15:10-11 → Permanência em Cristo gera “gozo completo”.
7.1- Noemi
→ A raiz da amargura disfarçada de amor ao próximo.
→ A responsabilização do outro (falta de visão).
7.2- Orfa
→ A aparente fuga da raiz da amargura e a retroalimentação da amargura pelo retorno aos ídolos
Parêntese explicativo
Pag 29 da apostila sobre Mara – Os deuses e suas propostas enganosas
7.3- Rute
→ A perseverança na consciência da necessidade do processo de libertação da vontade própria.
→ A responsabilização do outro (falta de visão).
8- Experiências espirituais doces e amargas
→ Pag 36 da apostila sobre Mara em diante até o final