As 42 (Quarenta e duas) Estações no Deserto
Sumário
2- Vamos então comparar Ex 17:1 com Nm 33:12-14
4- As riquezas e as religiões do mundo
5- A arqueologia e as descobertas de cunho Bíblico
8- Opinião de Estudiosos Seculares e Religiosos
9- Ídolos – Breve Contextualização
10- Características Históricas
13- Representações Físicas destas realidades espirituais
14- A idolatria e as questões ligadas às riquezas terrenas
15- As Pedras Preciosas e o Templo do Senhor – A Riqueza Espiritual
16- O Templo do Senhor – Edificado por Salomão
17.3- O Pórtico de entrada e as Colunas
17.4- As Câmaras ou Salas dos Sacerdotes
18- Comparativo entre o Tabernáculo do Senhor e o Templo
19- O uso de pedras preciosas no Tabernáculo e no Templo
21- Estação 09: Dofca – Resumo Sintético
Estação 09: Dofca
“…partiram do deserto de Sim e acamparam-se em Dofca…” Nm 33:12
Todas as lições relativas ao Deserto de Sim se encontram registradas no capítulo 16 do livro de Êxodo. Deus desejou dedicar-nos todo um capítulo, o capítulo 16, para enriquecer-nos com a experiência do Deserto.
É curioso dizer que a palavra Deserto diz respeito a algo que vai nos enriquecer. Veja como o trabalhar de Deus é diferente da forma humana de ver e de pensar. Deus, através do Deserto de Sim, estava enriquecendo Seu povo.
Quando vamos ao livro de Êxodo, capítulo 17:1 vemos algo bastante diferente do que vimos com respeito a estação anterior, descrita em detalhes no capítulo 16. No capítulo 16 tivemos um relato extenso, detalhado, bastante específico acerca da experiência do Deserto. Agora, no capítulo 17:1, ao contrário, não temos uma menção explícita, muito menos detalhada. Pelo contrário.
Agora, observe: tanto no falar extenso e detalhado, quanto no curto e sintético, Deus fala. E há ocasiões em que Deus silencia. E já vimos como o silêncio de Deus também fala; e muito. As vezes o silêncio fala mais que palavras.
Aqui, em Dofca, Deus vai falar como? PELO SILÊNCIO! Porém o Seu falar pelo silêncio nesta estação é diferente do Seu falar na estação passada em que também Ele guardou silêncio. Porque aqui a lição é outra.
Vamos então comparar Ex 17:1 com Nm 33:12-14
“Tendo partido toda a congregação dos filhos de Israel do deserto de Sim, fazendo suas paradas, segundo o mandamento do SENHOR, acamparam-se em Refidim; e não havia ali água para o povo beber.” Ex 17:1
“Partiram do deserto de Sim e acamparam-se em Dofca; partiram de Dofca e acamparam-se em Alus; partiram de Alus e acamparam-se em Refidim, porém não havia ali água, para que o povo bebesse…” Nm 33:12-14
Como podemos notar, no verso 01 de Êxodo, Deus não quis nos dar muitos detalhes acerca de Dofca, nem de Alús; ao contrário, não as menciona. Veja: ambas as estações são mencionadas em Números, porém também sem maiores detalhes. Porém em Ex 17:1 diz que a congregação partiu do Deserto de Sim, fazendo suas paradas, SEGUNDO O MANDAMENTO DO Senhor…”
Ora, sendo assim, o caminho que percorriam foi dirigido por Deus. Já vimos que “…tudo o que outrora está escrito, para nosso ensino foi escrito…”. Deus deu a Moisés a incumbência de registrar estas estações em Números. Ademais, sabemos que o povo de acampava se a Nuvem estacionava em alguma estação. E o povo seguia viagem à outra estação, desmontando o acampamento, se a Nuvem começava a se mover.
Vimos que só o Senhor sabe ONDE IR e QUANTO TEMPO FICAR em cada ponto da jornada. Vimos que cada estação tem um ensino correlacionado.
Assim, não podemos “passar batido” sem considerar o que há por detrás desta estação: Dofca. Precisamos entender o falar de Deus através do Seu silêncio nesta estação, já que não há menção explícita sobre Dofca e nem Alús nem em Êxodo e nem em Números.
“O SENHOR ia adiante deles, durante o dia, numa coluna de nuvem, para os guiar pelo caminho; durante a noite, numa coluna de fogo, para os alumiar, a fim de que caminhassem de dia e de noite. Nunca se apartou do povo a coluna de nuvem durante o dia, nem a coluna de fogo durante a noite.” Nm 13:21-22
“Pois tudo quanto, outrora, foi escrito para o nosso ensino foi escrito, a fim de que, pela paciência e pela consolação das Escrituras, tenhamos esperança.” Rm 15:4
Deus os conduzia pelo Deserto para prová-los e para ensiná-los, para que cheguem a ser o povo que devem ser na Terra Prometida, para que tomem posse plena da herança e do Reino como Deus assim deseja. E para isto há muitas lições que aprender; e Dofca é uma delas.
Sim, Dofca é uma estação, é uma lição, porém devemos notar que é muito significativo que Deus tenha preferido nos ensinar por meio do silêncio. Com isto devemos aprender que o silêncio de Deus fala e fala muito.
Mapa Ilustrativo


Veja, pela rota, que o povo de Deus está se achegando pouco a pouco ao Monte Sinai, ou seja, eles estão “internalizando” mais e mais a experiência do Deserto na mesma medida em que vão adentrando fisicamente para o Continente.
Dofca é um lugar no Deserto que é bastante conhecido. E esta é a questão que deve nos chamar a atenção. Dofca não é um lugar desconhecido, pelo contrário, é um lugar bastante conhecido no mundo. Mas parece que para Deus não é bem assim. Parece que este lugar não chamou a atenção de Deus. Porque?
“Mas Jesus lhes disse: Vós sois os que vos justificais a vós mesmos diante dos homens, mas Deus conhece o vosso coração; pois aquilo que é elevado entre homens é abominação” Lc 16:15
Deus parece querer que eles passem em Dofca sem que se recordem de nada em Dofca e parece não querer que registrem nenhuma de suas experiências em Dofca para o futuro.
As riquezas e as religiões do mundo
Dofca é um planalto que situa-se próximo ao Monte Sinai e do Deserto de Sim. Mas o outro nome pela qual é conhecida é Serabit el-Khadim. As pessoas que normalmente leem história e se interessam por arqueologia conhecem o profundo significado de Serabit el Khadim.

A arqueologia e as descobertas de cunho Bíblico
No último século arqueólogos redescobriram evidências sobre a escravidão dos hebreus, as pragas e a fuga do Egito. A pintura abaixo é uma entre outras encontradas nas paredes da tumba de um comandante chamado Khnumhotep II (século XIX A.C.) onde estão registradas a entrada de um grupo de cerca de 37 palestinos (de barbas) trazendo suas mulheres, crianças, arcos, flechas, lanças, harpas, jumentos e cabras caracterizando que não se tratava de uma invasão, por causa da submissão aos egípcios (mulatos).

Outra evidência da passagem dos hebreus pelo Egito foi a descoberta do Vale das Inscrições (Wadi Mukattab) na Península do Sinai.

Uma das inscrições feitas por hebreus descreve com detalhes a fuga pelo Mar Vermelho. As inscrições foram feitas em hebraico antigo em pedras e arqueólogos e pesquisadores ainda não sabem dizer quem são seus autores.
Há também hieróglifos egípcios a respeito das minas de turquesa da região de Serabit El Khadim, inscrições de mineiros Cananitas e Nabateanos, em grego, latim e árabe ao longo do vale.
O explorador Charles Forster publicou estes achados em seu livro “Sinai Photographed” em 1862. Ele concluiu que estas inscrições eram uma combinação de alfabetos hebreus e egípcios que descrevem o êxodo.
Obs: Para possíveis evidências arqueológicas adicionais consultar o “Papiro de Ipuwer”
Papiro de Ipuwer
Também conhecido como Conselhos de um sábio Egípcio, o Papiro de Ipuwer descoberto em Mênfis (Sakkara) no Egito, foi comprado por Giovanni Anastasi (1780-1860) um rico mercador nascido em Damasco, na Síria, que tinha o hábito de comprar antiguidades.
Giovanni vendeu uma grande coleção de antiguidades para o Governo Holandês, inclusive o Papiro de Ipuwer, que foi então entregue ao Museu Nacional Holandês de Antiguidades, em Leiden, em 1828. Quando Giovanni era Consul no Egito, foi então que comprou este papiro de alguns egípcios na época em que fazia negócios no mercado Alexandrino.
Localização: É atualmente mantido na Rijksmuseum van Oudheden de Leyden, na Holanda.
Datação
A data de composição deste documento (Papyrus Leiden I 344) é controversa. Segundo alguns, o manuscrito data do Império Novo (século XIII a.C) e é uma provável transcrição de um texto anterior do século XIX ao XVII a.C referente ao Primeiro Período Intermediário.
Diversos estudos fazem questão de datar este papiro em qualquer outra época que não seja a de Moisés. Isso não é de se estranhar, visto que até mesmo aderentes do Islã ao acharem qualquer vestígio de arqueologia do antigo Israel, fazem questão de destruir ou vandalizar.
Alguns após estudo detalhado sugerem que o poema de Ipuwer é uma discussão entre Ipuwer e uma deidade Egípcia chamada Atum. No início do século XX poucos tinham capacidade de ler tal achado, de forma que ficou obscurecido e no campo do enigmático, sem poder ser analisado quanto ao conteúdo e significado mesmo por parte dos egiptólogos.
Em 1872 foi feita a primeira tradução de parte do documento, interpretado como sendo escrito na época do Reino médio do Egito. Alguns o consideravam “profecias” a respeito do futuro. Alan Gardiner e seu colega Alemão o Professor Kurt Sethe, ajudaram muito no estudo e compreensão de antigas escritas hieroglíficas bem como na leitura deste tipo de papiro. Infelizmente devido a deterioração muitos trechos ficaram além de recuperação e com algumas brechas.
Opinião de Estudiosos Seculares e Religiosos
A mais ampla receptividade dos textos de Ipuwer tem sido observada entre leitores não egiptólogos na avaliação de evidências de que o poema apoia o relato bíblico do Êxodo.
Em vista de referências frequentes onde se fala de “escravos abandonados”, o status de subordinados e a inversão de domínio, bem como a notável declaração onde se diz que “o rio se tornou sangue”.
Certo arqueólogo e estudioso do assunto, o Dr. Roland Enmarch reconhece que em “uma leitura literal, estes são aspectos similares ao relato de Êxodo”. As passagens do relato bíblico de Êxodo e o texto de Ipuwer são tão similares que a mera coincidência não explica de modo convincente sua similaridade.
A maioria dos Egiptólogos rejeitam naturalmente a proposição de que ambos os relatos tenham tido uma origem comum. Até porque mencionar a Bíblia ou até mesmo sugerir que esta seja historicamente confiável tem sido motivo de zombaria da parte de um monopólio cultural silencioso.
Há muitos escritores propensos a defenderem a Bíblia a todo custo independendo se as evidências realmente apoiam ou não suas conclusões antecipadas. Isto não deixa de ser um tipo de pré-conceito, uma pesquisa não científica. Jamais devemos pesquisar algo para que se encaixe naquilo que já cremos.
A pergunta que deve ser respondida através deste artigo é: Há mesmo base para se crer que o Papiro de Ipuwer seja uma descrição do relato de Êxodo referente as “dez pragas”?
O estudioso Immanuel Velikovsky interpreta o relato como sendo a descrição do resultado de uma invasão feita pelos Hiksos a quem relaciona com o povo Amalequita, que entraram em combate com os Israelitas em Refidim após o êxodo do Egito.
Velikovisky ao falar de Ipuwer faz uma descrição do que considerou uma “versão Egípcia do relato do Êxodo”. Segundo ele, houve após o Êxodo do Egito um ataque dos Amalequitas contra os Egípcios mesclando o êxodo do Egito com o desastre de um ataque inimigo.
Essa foi sua conclusão após estudar a tradução do papiro feita por Alan Gardiner.
Exatamente em Serabit el Khadim, ou Dofca, que se descobriram os primeiros indícios do alfabeto que nós hoje utilizamos. Os documentos mais antigos de onde se encontram as raízes do alfabeto, que hoje utilizamos, provêm desta origem. Porque no Egito se utilizavam hieróglifos e na Mesopotâmia se utilizavam as cunhas, ou seja, a escrita cuneiforme, em forma de cunhas e escritas em tábuas de barro.
Esta é uma questão arqueologicamente comprovada. O alfabeto mais antigo de que se tem conhecimento provêm de Dofca. Dalí que se originou a escrita inicialmente dos cananeus, passando depois aos fenícios, e então aos hititas, e depois aos gregos, chegando então aos romanos, tendo ao final, chegado até nós.
Assim, devemos perceber que do ponto de vista histórico, humano, cultural e arqueológico da história do alfabeto é uma coisa relevante, significativa.
E isto é o que caracteriza falar de Deus através de Seu silêncio. Quer dizer, que há coisas que do ponto de vista humano são de extremo valor, porém aos olhos de Deus não tem valor algum. E é esta uma das lições que, em Dofca, o povo de Deus tem de aprender.
As coisas que o mundo dá valor, Deus não julga que tenha. As coisas que o mundo quer que sejam recordadas, Deus não deseja que sejam nem registradas. Deus reconhece que foram coisas que sucederam, porém não quer que nos dediquemos a elas.


Mapa Indicativo das Riquezas Minerais desta Região 

Quando estudamos a Palavra, podemos perceber que há várias cidades que tem possuem outros nomes. Por exemplo:
- Luz se chama Betel
- Quiriate-Jearim se chama Baalá
- Quiriate Arba se chama Hebrom
- Dofca se chama Serabit el Khadim
Agora vamos juntar estas informações para termos um quadro mais sintetizado do que esta cidade estava a significar para poder compreender o porquê de Deus não ter mencionado nada sobre ela na rota do Êxodo.
- Esta cidade era extremamente conhecida, especialmente porque lá se concentravam minas de turquesa, material extremamente precioso.
- Logo, era uma cidade rica sob o ponto de vista econômico. Ou seja, sob o ponto de vista humano era uma cidade importantíssima.
- Dofca era, por assim dizer, um lugar de grandes negócios, um local onde se extraíam grandes riquezas através do trabalho de mineiros que extraíam as pedras preciosas. Também extraíam o cobre.
- Neste local existiam vários templos pagãos de “importância”, porque os próprios egípcios fizeram questão de fazer daquele lugar um lugar de adoração pagã.
- Com o passar do tempo este Faraó, que era um homem, foi divinizado e foi levantado um templo ao “deus” Hálcon Senefrú, ou seja, iniciou-se o processo de adoração aos Faraós.
- Este mesmo Faraó levantou um Templo famoso à “deusa” Hator, que era a mesma “deusa” Baalá, ou seja, o feminino de Baal.
- Os cananeus tinham uma “deusa” a quem chamavam de Baalá, ou seja, Aserá, ou Astarote, ou Astarte, a quem os egípcios chamavam de Hator. Em outras palavras a “deusa” Hator era a mesma Baalá.
- Eles tinham um imenso Templo consagrado a esta “deusa” Hator que se localizava justamente em Dofca.
- Este era o local onde se concentrava toda a adoração pagã da Península do Sinai.
- E esta adoração pagã estava mesclada com o comércio das pedras preciosas, com a exportação das turquesas e do cobre, em especial.
- Havia também um Templo ao “deus” Sevet, que era outro “deus” pagão.
- Havia muitos outros Templos neste lugar; este era um lugar de extrema importância para o mundo da época. Porém, aquilo que os homens têm por sublime, para Deus é abominação.
“As imagens de escultura de seus deuses queimarás; a prata e o ouro que estão sobre elas não cobiçarás, nem os tomarás para ti, para que te não enlaces neles; pois são abominação” Dt 7:25
“O rei profanou também os altos que estavam defronte de Jerusalém, à mão direita do monte da Destruição, os quais edificara Salomão, rei de Israel, para Astarote, abominação dos sidônios, e para Quemos, abominação dos moabitas, e para Milcom, abominação dos filhos de Amom.” II Rs 23:13
Ídolos – Breve Contextualização
As culturas antigas costumavam ter religiões politeístas, onde haviam vários deuses criados pelo próprio homem e cultuados para se justificar uma filosofia qualquer.
Concebia-se uma ideia como, por exemplo, sacrificar as criancinhas, depois moldava e materializava essa ideia em uma representação artística como esculturas, gravuras, arquiteturas etc. e por fim passava-se à execução daquela ideia, em nosso caso, sacrificava as crianças em nome do deus concebido para dar forma ao pensamento desejado pelo povo.
Ou seja, era uma forma de satisfazer o egocentrismo do ser humano sem sentir culpa e sem ter necessidade de arrependimento e mudança de pensamento e atitude. Assim eram e sempre serão as religiões, sejam elas antigas, modernas ou futuras…
Baal
Baal certamente é um dos deuses mais antigos e o mais adorado em quase todas as culturas antigas. Baal geralmente era o deus supremo, adorado pelos sumérios, babilônios, fenícios, filisteus e tantas outras civilizações antigas, com este nome ou outro.
Mas o interessante é que a palavra Baal significa “senhor”. Isso designa um posto de autoridade e Baal era de fato o deus superior do panteão segundo as tradições. Assim, Baal está intimamente ligado ao Poder.
Mamom
Mamom é uma palavra hebraica para tudo que personifica dinheiro. O capitalismo moderno define que para ser feliz é preciso comprar, vender e ter dinheiro e em quantidades cada vez maiores.
Nunca na história da humanidade correu tanto dinheiro como corre hoje em nossos comércios, bancos e bolsas de valores. Isso implica que a idolatria a Mamom em nossos dias é mais forte do que nunca…
Porém, a filosofia de Mamom não se resume ao dinheiro, este é apenas um objeto canalizador da verdadeira natureza do deus Mamom: o egocentrismo.
Diz um ditado popular que dinheiro é poder. Assim, Mamom seria Baal. Logo, Mamom e Baal seriam a mesma coisa; a diferença é que Mamom é a segunda pessoa desta “trindade” …
De fato, não é novidade para ninguém que dinheiro e poder caminham juntos. Quanto mais dinheiro, mais poder e vice-versa. E ambos são alimentados pelo ego.
Astarote
Desde que a agricultura foi inventada, o ser humano adora a um tipo de divindade chamada de Deusa-Mãe. Isso porque para os povos que viviam da agricultura, a terra era comparada à mulher, no sentido da colheita (filhos) e períodos férteis (ciclo menstrual) o que gerou uma adoração a terra, que se transformou em uma divindade, a Mãe-Terra, também chamada nos mitos de Gea ou Gaia.
As deusas-mãe foram sempre associadas à fertilidade e ao sexo. Das deusas-mãe mais conhecidas, Astarote é a que mais se destaca, por sua flexibilidade e facilidade de se adaptar aos diferentes ambientes culturais onde ela é adorada.
Astarote é uma das concepções de divindades mais antigas do homem, tendo passado por diversas civilizações e com nomes diferentes:
- Astarte
- Ishtar
- Ísis
- Afrodite
- Vênus… eram todas a mesma deusa.
A filosofia por trás de Astarote parece ser a de, por meio da “fertilidade” justificar a prostituição, orgias, homossexualismo, lesbianismo, fornicação e toda sorte de coisas impuras relacionadas ao sexo.
Vejamos que sexo não é o problema em si, mas a idolatria ao sexo era o problema. Então precisava-se de uma divindade que apoiasse os atos sexuais ilícitos afim de agradar ao ser humano.
Se uma pessoa casada desejasse fazer sexo com outra pessoa, bastava dizer que iria fazer um sacrifício para Astarote e então estaria tudo resolvido, posto que uma das formas de adoração à deusa era a hierodolia, isto é, a prostituição cultual.
Muitas vezes nessas sociedades, as meninas eram submetidas à prostituição como forma de integração social, haviam festas orgiárquicas (como as saturnálias e os bacanais da Roma Antiga) e tantas outras.
Sodoma, Gomorra, Babilônia, Grécia, Roma Antiga e etc.. São um dos exemplos de culturas que são ou que foram submetidas ao domínio da impureza e da idolatria sexual.
Problemas como prostituição, pornografia, pedofilia, estupro, incesto, homossexualismo e atentados sexuais são todas manifestações do poder de Astarote.
Características Históricas
Os povos da Antiguidade possuíam objetos representativos de suas divindades, como um ponto focal de adoração. Em geral, o deus maior nessas crenças idolátricas era o sol.
Para os babilônicos e assírios, o deus sol era chamado Shamash, vindo a frente de 66 outros “deuses”, entre os tais Tamuz (que, segundo sua mãe, Semíramis, seria o Messias, o Filho da promessa).
Tamuz se identifica com divindades de diversos outros mitos que teriam ressuscitado após serem assassinados e descerem a profundezas espirituais.
Semíramis era mulher de Ninrode, bisneto de Noé e fundador e rei da Babilônia. Ela se dizia a Rainha do Céu (ou Astarote), “deusa” a quem muitas mulheres judias acendiam incenso nas ruas de Jerusalém, como denunciava o profeta Jeremias.
Astarte, ou Asterote – há muitas grafias, pois, o nome original nunca foi escrito em nosso alfabeto, no qual a sonoridade do nome pode ter mais de uma representação – tinha a personificação humana em suas sacerdotisas, que assim eram honradas pelo rei e pelo povo, e a personificação celeste no planeta Vênus, que é a estrela mais bela do céu.
Par os egípcios, o deus sol se chamava Rá, mas eles tinham outros deuses famosos, como:
Os Fenícios, ou filisteus da Bíblia, que viviam em Canaã, atual Palestina, adoravam a:
Obs: Alguns deles, como Moloque, “exigiam” sacrifícios de crianças.
Portanto, esta questão que aparece aqui relacionada a adoração de Hator, assim como todas as demais menções relacionadas à idolatria na Bíblia, tem sua origem na simbolização dos Zigurates, dentre eles, a Torre de Babel, manifestando em última instância, o desejo humano por PODER e DINHEIRO como resultante da exaltação da VIDA EGOCÊNTRICA.
Há, na Palavra, muitas menções ao julgamento destas coisas. Porém duas dentre estas são, em especial, relevantes.
A Primeira
“Quando entrares na terra que te dá o SENHOR, teu Deus, e a possuíres, e nela habitares, e disseres: Estabelecerei sobre mim um rei, como todas as nações (observe a loucura disto) que se acham em redor de mim,
Estabelecerás, com efeito, sobre ti como rei aquele que o SENHOR, teu Deus, escolher; homem estranho, que não seja dentre os teus irmãos, não estabelecerás sobre ti, e sim um dentre eles.
Porém este não multiplicará para si cavalos (PODER – BAAL), nem fará voltar o povo ao Egito, para multiplicar cavalos (PODER – BAAL); pois o SENHOR vos disse: Nunca mais voltareis por este caminho.
Tampouco para si multiplicará mulheres (aqui as questões ligadas à área da SEXUALIDADE vinculada a IDOLATRIA – ASTAROTE), para que o seu coração se não desvie; nem multiplicará muito para si prata ou ouro (DINHEIRO – MAMOM).” Dt 17:14-17
Esta menção é importante porque NA TERRA eles haveriam de pedir um rei COMO AS NAÇÕES. Isto é bastante significativo, especialmente depois de tudo o que o povo, ao longo de sua história experimentado como VIDA DE RELACIONAMENTO com seu Senhor.
A Segunda
No sexto ano, no sexto mês, aos cinco dias do mês, estando eu sentado em minha casa, e os anciãos de Judá, assentados diante de mim, sucedeu que ali a mão do SENHOR Deus caiu sobre mim.
Olhei, e eis uma figura como de fogo; desde os seus lombos e daí para baixo, era fogo e, dos seus lombos para cima, como o resplendor de metal brilhante. Estendeu ela dali uma semelhança de mão e me tomou pelos cachos da cabeça;
O Espírito me levantou entre a terra e o céu e me levou a Jerusalém em visões de Deus, até à entrada da porta do pátio de dentro, que olha para o norte, onde estava colocada a imagem dos ciúmes, que provoca o ciúme de Deus.
Eis que a glória do Deus de Israel estava ali, como a glória que eu vira no vale. Ele me disse: Filho do homem, levanta agora os olhos para o norte. Levantei os olhos para lá, e eis que do lado norte, à porta do altar, estava esta imagem dos ciúmes, à entrada.
Disse-me ainda: Filho do homem, vês o que eles estão fazendo? As grandes abominações que a casa de Israel faz aqui, para que me afaste do meu santuário? Pois verás ainda maiores abominações.
Ele me levou à porta do átrio; olhei, e eis que havia um buraco na parede. Então, me disse: Filho do homem, cava naquela parede. Cavei na parede, e eis que havia uma porta.
Disse-me: Entra e vê as terríveis abominações que eles fazem aqui. Entrei e vi; eis toda forma de répteis e de animais abomináveis e de todos os ídolos da casa de Israel, pintados na parede em todo o redor.
Setenta homens dos anciãos da casa de Israel, com Jazanias, filho de Safã, que se achava no meio deles, estavam em pé diante das pinturas, tendo cada um na mão o seu incensário; e subia o aroma da nuvem de incenso.
Então, me disse: Viste, filho do homem, o que os anciãos da casa de Israel fazem nas trevas, cada um nas suas câmaras pintadas de imagens? Pois dizem: O SENHOR não nos ver, o SENHOR abandonou a terra.
Disse-me ainda: Tornarás a ver maiores abominações que eles estão fazendo. Levou-me à entrada da porta da Casa do SENHOR, que está no lado norte, e eis que estavam ali mulheres assentadas chorando a Tamuz.
Disse-me: Vês isto, filho do homem? Verás ainda abominações maiores do que estas. Levou-me para o átrio de dentro da Casa do SENHOR, e eis que estavam à entrada do templo do SENHOR, entre o pórtico e o altar, cerca de vinte e cinco homens, de costas para o templo do SENHOR e com o rosto para o oriente; adoravam o sol, virados para o oriente.
Então, me disse: Vês, filho do homem? Acaso, é coisa de pouca monta para a casa de Judá o fazerem eles as abominações que fazem aqui, para que ainda encham de violência a terra e tornem a irritar-me? Ei-los a chegar o ramo ao seu nariz.” Ez 8:1-17
Esta menção também é extremamente importante porque ela “rivaliza” com o que veremos mais à frente no tocante a ornamentação do Templo e seu significado espiritual. Ao analisarmos o que os elementos da ornamentação representam em termos espirituais (no sentido da formação do caráter de Cristo em nós), haveremos de entender o que é a Verdadeira Riqueza.
Representações Físicas destas realidades espirituais



Hator (em egípcio antigo ḥwt-ḥr, “recinto” ou “casa de Hórus“), é uma “deusa” da religião do Egito Antigo que personifica os princípios do amor, beleza, música, maternidade e alegria.
É uma das “divindades” mais importantes e populares do Egito Antigo, venerada tanto pela realeza quanto pela população comum, em cujas sepulturas é descrita como a “Senhora do Ocidente”, que recebe os mortos na próxima vida.
Entre suas outras funções está a de deusa da dança, terras estrangeiras e fertilidade, responsável por auxiliar as mulheres durante o parto, bem como o de padroeira dos mineiros.

Obs: Para maiores detalhes e para eventual ampliação de conhecimentos acerca destas questões e suas implicações históricas e respectivas citações bíblicas consultar/projetar o conteúdo do livro “Babilônia, a religião dos Mistérios”, além dos estudos explicativos sobre cada um dos “deuses” citados na Bíblia.
A idolatria e as questões ligadas às riquezas terrenas
“Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores. Mas tu, ó homem de Deus, foge destas coisas, e segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a paciência, a mansidão.” 1 Timóteo 6:10,11
“Não ajunteis tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem, e onde os ladrões minam e roubam; Mas ajuntai tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem consomem, e onde os ladrões não minam nem roubam.
Porque onde estiver o vosso tesouro, aí estará também o vosso coração.”
Mateus 6:19-21
“Não temas, quando alguém se enriquecer, quando avultar a glória de sua casa; pois, em morrendo, nada levará consigo, a sua glória não o acompanhará. Ainda que durante a vida ele se tenha lisonjeado, e ainda que o louvem quando faz o bem a si mesmo…” Sl 49:16-17
“Os ídolos das nações são prata e ouro, obra das mãos dos homens. Têm boca e não falam; têm olhos e não veem; têm ouvidos e não ouvem; pois não há alento de vida em sua boca. Como eles se tornam os que os fazem, e todos os que neles confiam. ” Sl 135:15-18
“Exorta aos ricos do presente século que não sejam orgulhosos, nem depositem a sua esperança na instabilidade da riqueza, mas em Deus, que tudo nos proporciona ricamente para nosso aprazimento; que pratiquem o bem, sejam ricos de boas obras, generosos em dar e prontos a repartir; que acumulem para si mesmos tesouros, sólido fundamento para o futuro, a fim de se apoderarem da verdadeira vida. ” I Tm 6:17-19.
Um elemento muito importante que temos de considerar neste ponto é que deste local, ou seja, em Dofca, ou melhor, em Serabit el Khadim, é que se retiravam pedras preciosas para Faraó, ou seja, veja que interessante: aquilo que Faraó dedica tempo e esforço para obter como pedra preciosa, para Deus não tem valor algum. Aquilo que para o homem é importante, neste caso, para Deus não tem valor algum.
O primeiro Faraó que começou a explorar estas “riquezas” foi o Faraó Nefrú, da quarta dinastia. Para entendermos o que isto quer dizer na relação histórica com Israel, temos de considerar que Ramsés II que era o Faraó da época do Êxodo no tempo de Moisés, possivelmente era da dinastia de número 19. Porém, o fundador dos trabalhos nas minas em Serabit el Khaim foi o Faraó Nefrú. Destes locais ele retirava as pedras preciosas, em especial, a turquesa e o cobre.
As Pedras Preciosas e o Templo do Senhor – A Riqueza Espiritual
Ao mencionar sobre as riquezas, com ênfase nas pedras preciosas, que neste caso, referem-se a turquesa, e também o cobre, devemos nos perguntar qual a contraposição entre o que o homem faz e dá valor, para o que Deus faz e TEM VALOR.
Para tanto, teríamos que analisar o Templo de Salomão, em detalhes, para percebermos a grandiosidade da Palavra do Senhor e de Sua Obra. Como isto nos tomaria bastante tempo e não é o foco neste momento vamos somente extrair alguns elementos essenciais nesta compreensão, lembrando que:
“Chegando-vos para ele, a pedra que vive, rejeitada, sim, pelos homens, mas para com Deus eleita e preciosa, também vós mesmos, como pedras que vivem, sois edificados casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo.
Pois isso está na Escritura: Eis que ponho em Sião uma pedra angular, eleita e preciosa; e quem nela crer não será, de modo algum, envergonhado. Para vós outros, portanto, os que credes, é a preciosidade; mas, para os descrentes, A pedra que os construtores rejeitaram, essa veio a ser a principal pedra, angular e: Pedra de tropeço e rocha de ofensa. São estes os que tropeçam na palavra, sendo desobedientes, para o que também foram postos.
Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz; vós, sim, que, antes, não éreis povo, mas, agora, sois povo de Deus, que não tínheis alcançado misericórdia, mas, agora, alcançastes misericórdia. ” I Pe 2:4-10.
O Templo do Senhor – Edificado por Salomão

A ênfase neste ponto vai se concentrar somente na questão relativa:
- Às Pedras Preciosas
- À ornamentação do Santo Lugar e do Lugar Santíssimo
- À estrutura do Templo com ênfase na Câmara dos Tesouros.
Cada um destes elementos, em especial, aponta para as realidades espirituais relativas àquilo que o Senhor deseja formar EM NÓS.
A ideia aqui é extrair, pela Palavra, os elementos que se contrapõem à ideia de riqueza terrena como evidenciada pela busca do Faraó na turquesa e no cobre e, com isto, verificar o que Deus chama de riqueza.
E, evidentemente, atrair os irmãos ao estudo posterior do resumo sobre o Templo de Salomão, dada a riqueza de detalhes dos aspectos naturais que apontam para realidades espirituais daquilo que o Senhor quer e está fazendo EM NÓS.
Descrição Geral do Templo
17.1- O local do Templo
1-O Templo estava localizado na Eira de Ornã, o Jebuseu. Ali, Davi erigiu um altar para o Senhor, sob o comando Divino, para que cessasse a praga enviada por conta do recenseamento.
2-O Templo estava situado nos limites entre o território de Judá e Benjamim, formando uma ligação entre as Tribos do Norte e do Sul. No devido tempo, Salomão edificaria a Casa do Senhor no Monte Moriá, em Jerusalém, no mesmo lugar da eira.
17.2- A estrutura do Templo
1-O plano geral do Templo era o mesmo do Tabernáculo do Senhor edificado por Moisés, mas numa escala ampliada. Na realidade suas medidas eram pouco maiores do que o dobro do Tabernáculo no deserto.
2-O Templo foi edificado com PEDRAS LAVRADAS. Estas pedras foram trabalhadas nas pedreiras antes de serem trazidas ao local do Templo, e assim, durante a edificação não se ouviu nenhum som de martelo, de talhadeira ou de qualquer outra ferramenta.
3-O Templo media 60x20x30 côvados. (I Rs 6:2).
4- O Templo ou Santuário era dividido em dois locais, respectivamente chamados “O Lugar Santo” (I Rs 6:3) e “ O Oráculo” (I Rs 6:5) ou “Lugar Santíssimo” (I Rs 6:16).
5-Estes dois lugares eram divididos por portas de FOLHAS DUPLAS ARTICULÁVEIS feitas de madeira de OLIVEIRA (Santo dos Santos) e CIPRESTE (Lugar Santo) e ornamentadas com desenhos de QUERUBINS, PALMEIRAS E FLORES ABERTAS ENTALHADAS. Elas estavam fixadas em dobradiças de ouro (I Rs 6:31-32).
6-Estas portas para o Lugar Santíssimo também tinham um véu associado a elas com material e ornamentação semelhantes ao véu do Tabernáculo (II Cr 3:14).
7-A entrada do Lugar Santo também possuía portas flexíveis feitas de madeira de CIPRESTE e vergas (vigas) de madeira DE OLIVEIRA e ornamentadas de maneira semelhante às portas do Lugar Santíssimo (I Rs 6:33-35).
8-O lugar Santíssimo era de formato cúbico, com 20 côvados em cada lado, e os dez côvados acima dele, na altura restante do Templo era usado como um LUGAR DO TESOURO, formando o cenáculo (câmaras ou andares superiores) (I Cr 28:11).
9-O Lugar Santo ou Santuário tinha 40x20x30 côvados (I Rs 6:17)
10-As PAREDES do interior do Templo eram formadas com pedras revestidas de MADEIRA DE CEDRO; e o ASSOALHO, com MADEIRA DE CIPRESTE (I Rs 6:15-16).
11-As paredes laterais eram cobertas com ENTALHES DE QUERUBINS, PALMEIRAS E FLORES ABERTAS. (I Rs 6:29).
12-No alto das paredes havia janelas com grades estreitas, provavelmente para ventilação, iluminação e a fim de permitir a saída da fumaça do incenso e das lâmpadas (I Rs 6:4).
13-Tudo no Templo era recoberto com finas placas de ouro. O piso, o teto e as paredes eram todos revestidos de ouro (I Rs 6:20-22).
14-O cedro da casa por dentro era lavrado de COLOCÍNTIDAS e FLORES ABERTAS. Tudo era de cedro e pedra nenhuma se via. (I Rs 6:18).
Obs: Neste ponto é importante fazer o detalhamento do significado espiritual destes elementos constituintes da ornamentação, em contraposição ao texto já citado acerca da idolatria no Templo, contido no profeta Ezequiel 8:1-17.
A explicação detalhada de cada um destes elementos da ornamentação estão contidos no resumo “O Templo de Salomão”. Através desta análise podemos “checar” nossas vidas.
Importante salientar que, mais à frente, quando do retorno do Cativeiro babilônico, o terceiro “movimento” ANTES da construção dos muros foi a ORNAMENTAÇÃO do Templo na época de Esdras e Zorobabel.

17.3- O Pórtico de entrada e as Colunas
1- Diante do Templo, e unido ao mesmo, havia um pórtico com 20x10x30 côvados, ou seja, a mesma altura do Templo, o que formaria uma torre e não necessariamente um pórtico.
2- Em frente ao pórtico havia também duas colunas de bronze, chamadas “JAQUIM” e “BOAZ”, RICAMENTE ORNAMENTADAS, que permaneciam ali como monumentos, e não para apoio (I Rs 7:21).
17.4- As Câmaras ou Salas dos Sacerdotes
1-Junto às paredes laterais e de fundo, no Templo, foi construída uma estrutura de três andares contendo SALAS OU CÂMARAS PARA OS SACERDOTES. Estas eram utilizadas como câmaras sacerdotais, locais do Templo para armazenagem dos móveis e outros utensílios para os serviços no Templo.
2-Esta construção de três andares não era propriamente parte do Templo, mas ficava apoiada em suas paredes.
3-Cada andar tinha CINCO CÔVADOS DE ALTURA, totalizando assim metade da altura do Templo, e cada um dos andares tinha LARGURA DE CINCO CÔVADOS, SEIS CÔVADOS E SETE CÔVADOS, RESPECTIVAMENTE.
4-O acesso a estas câmaras era através de uma entrada e de uma escada espiral, ou em caracol (I Rs 6:8).
5-A casa toda era revestida com ouro, e o Templo resplandecia, deslumbrando o olhar de todos aqueles que se aproximavam dele.
17.5- Os pátios do Templo
1-Ao redor do Santuário havia dois grandes pátios chamados “Pátio Interno” e “Grande Pátio”.
2-O Pátio Interno que circundava o Templo era reservado EXCLUSIVAMENTE para os sacerdotes. Era formado por uma parede composta de três camadas de PEDRAS LAVRADAS e uma camada de VIGAS DE CEDRO aparentemente apoiadas no topo das pedras para proteção e embelezamento (I Rs 6:36).
3-Na parte de fora deste pátio, havia o Grande Pátio destinado ao uso do povo, os israelitas, aparentemente rodeado por um muro de pedras com portões. Em Jeremias 36:10, o pátio dos sacerdotes foi chamado de “Pátio Superior”. Isto poderia indicar que ele estaria em um nível mais alto do que o Grande Pátio.
17.6- A Mobília do Templo
1-No Lugar Santíssimo foi colocada a Arca da Aliança com o propiciatório (Trono de Misericórdia), a qual foi levada do Tabernáculo de Davi e do Monte Sião.
2-A Arca foi colocada entre DOIS GRANDES QUERUBINS, CADA UM COM DEZ CÔVADOS DE ALTURA, FEITOS DE MADEIRA DE OLIVEIRA E REVESTIDOS COM OURO (I Rs 6:23-28).
3-Suas asas estavam estendidas, cada uma tendo cinco côvados de comprimento, tocando uma na outra, e cobrindo a Arca de Deus, enquanto as asas exteriores tocavam nas paredes laterais do Templo.
4-Eles permaneciam em pé com as faces voltadas para o Lugar Santo. (II Cr 3:13).
5-No Lugar Santo havia o Altar de Ouro de Incenso, feito de madeira de cedro, revestido com ouro. Ele permanecia diante do Lugar Santíssimo para a queima diária de incenso e para o uso no grande dia da expiação.
6-Então foram feitos DEZ CANDELABROS DE OURO COM SUAS SETE LÂMPADAS. Estes foram colocados, cinco de cada lado, no lado direito e esquerdo do Lugar Santo.
7-Havia dez mesas com os Pães da Presença, sendo colocadas também cinco de um lado e cinco de outro lado do Lugar Santo.
8-No Pátio Interno, estava o Altar de Bronze; o Altar para a queima das ofertas. Sua medida era de 20x20x10 côvados. (II Cr 4:1). Este Altar foi feito de acordo com o padrão do Altar de Bronze do Tabernáculo de Moisés. Os vários utensílios deste Altar também eram de bronze.
9-Entre o Altar e o Pórtico situava-se o grande tanque (tanque de metal fundido; MAR DE FUNDIÇÃO), FEITO DE BRONZE, ISTO É, UMA IMENSA BASE REDONDA COM ÁGUA, EM LUGAR DA Bacia de Bronze do Tabernáculo de Moisés.
10-Este tanque era destinado aos sacerdotes, para que se lavassem antes de entrarem para as ministrações do Senhor no próprio Templo.
11-Então, DE CADA LADO DO ALTAR DE BRONZE, NO LADO DIREITO E ESQUERDO DO TEMPLO, HAVIA DEZ PEQUENAS PIAS DE BRONZE SOBRE SUPORTES (COM RODAS), destinadas à lavagem dos sacrifícios do Altar.

17.7- A Dedicação do Templo
1-O Templo foi dedicado na festa do SÉTIMO MÊS, A FESTA DOS TABERNÁCULOS, em meio a muita oração e ofertas de dedicação.
2-O Senhor selou a dedicação de Sua Casa com a descida da Sua Glória e fogo Shekinah habitando entre o Seu povo.
Comparativo entre o Tabernáculo do Senhor e o Templo
18.1- Tabernáculo Templo
1-Habitação no deserto 1-Habitação na Terra da Promessa
2-Temporário 2-Permanente
3-Lugar Santíssimo, Santo e Pátio Externo 3-Lugar Santíssimo, Santo e Pátio Externo
4-Madeira de acácia, ouro, prata e bronze 4-Cedro, cipreste, oliveira, ouro, prata
Linho fino, pedras preciosas. Bronze, ferro, linho, pedras preciosas.
5-Ênfase no número 1 5-Ênfase nos números 1 e 10
6-Um sumo sacerdote e tribo levítica 6-Um sumo sacerdote e 24 turnos
7-Adoração silenciosa 7-Cantores e músicos para adoração
8-O chão do deserto 8-O chão de ouro
9-Dedicação no Monte Sinai 9-Dedicação no Monte Moriá
10-Festa de Pentecostes 10-Festa de Tabernáculos
11-Moisés, o sábio edificador 11-Salomão, o sábio edificador
12-A Glória Shekinah 12-A Glória Shekinah
Conclusão: O Tabernáculo do Senhor fala de Cristo e Sua caminhada terrena, de Seu ministério terreno e de Sua Glória
Ornamentadas com Pedras Preciosas – II Cr 3:6-7
1-O embelezamento final das paredes da Casa foi com a ornamentação de PEDRAS PRECIOSAS. As pedras deslumbravam com seu esplendor, brilhando com todas as cores do arco-íris, assim como as lâmpadas dos candelabros iluminavam o Santo Lugar e a Glória de Deus iluminava o Santíssimo Lugar.
2-Estas pedras preciosas foram dádivas do rei Davi e dos príncipes para o Templo, oferecidas voluntariamente ao Senhor. (I Cr 29:2-9).
3-As pedras preciosas refletiam beleza, glória e luz extraordinárias. Elas resplandeciam as várias luzes e cores do arco-íris.
O uso de pedras preciosas no Tabernáculo e no Templo
- O peitoral do sumo sacerdote tinha doze pedras preciosas com os nomes das doze tribos de Israel gravados nelas.
- Havia duas pedras de ônix nos umbrais com os nomes das tribos gravados (Ex 28).
- No peitoral haviam duas pedras chamadas URIM e TUMIM, ou LUZES e PERFEIÇÃO. Por estas pedras o sumo sacerdote recebia o pensamento do Senhor e a Vontade de Deus para o Seu povo.
- O noivo e a noiva são embelezados com joias e ornamentos (Is 61:10).
- A Cidade-Noiva é também ornamentada com 12 formas de pedras preciosas em seus fundamentos. (Ap 21,22).
- A Cidade como o peitoral do sumo sacerdote é quadrangular. As ruas são de ouro, e a Glória SHEKINAH de Deus a ilumina.
4-As pedras preciosas simbolizam os dons do Espírito Santo nos santos, bem como as suas boas obras que glorificam a Deus. Cada boa obra inspirada em Deus glorifica ao Senhor, e mostra os aspectos de Sua Glória nos santos.
5-As obras dos crentes são vinculadas a:
- Ouro
- Prata
- Pedras Preciosas
(*) Os mesmos materiais que foram utilizados na construção do Tabernáculo e do Templo (I Co 3:9-15).
5-As pedras eram “pedras preciosas” (I Rs 10:2,10,11; I Cr 20:2; I Cr 29:2; II Cr 3:6).
6-Os pensamentos de Deus para nós são preciosos (Sl 139:17).
7-Ele nos tem dado preciosas promessas. (II Pe 1:4).
8-A Cidade de Deus brilha como uma pedra preciosíssima (Ap 21:11,19). Desta forma, as pedras preciosas nas paredes do Templo podem representar os dons do Espírito Santo, as boas obras dos santos, obras de amor e fé feitas de acordo com a Palavra e o Espírito de Deus.
A Glória do Tabernáculo de Moisés era interna. A Glória do Templo, interna e externa. Quanto esplendor, magnificência e glória na Casa de Deus. Contudo, isto é nada se comparado ao esplendor, magnificência e Glória de Cristo em Sua Igreja. Isto é nada se comparado à Glória que deve ser revelada EM SEUS SANTOS, a habitação de Deus através do Espírito; e isto POR TODA A ETERNIDADE!!
“E no Seu Templo cada parte fala de Sua Glória” – Sl 29:9“Se o SENHOR não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o SENHOR não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela.” – Sl 127:1
Retornando ao estudo…
Deus trabalha no Deserto
“No décimo quinto ano do reinado de Tibério César, sendo Pôncio Pilatos governador da Judéia, Herodes, tetrarca da Galileia, seu irmão Filipe, tetrarca da região da Ituréia e Traconites, e Lisânias, tetrarca de Abilene, sendo sumos sacerdotes Anás e Caifás, veio a palavra de Deus a João, filho de Zacarias, no deserto. ” Lc 3:1-2
Observe que Lucas inicia o capítulo 03 nos mostrando o império de Tibério César; e diz: “no décimo quinto ano…”. Não se trata de um governo qualquer. Não se trata de um governo que se instalou “ontem”. Mas não somente isto, ele como historiador, nos dá um relato dos homens importantes daquela época:
- Pôncio Pilatos – Governador da Judéia
- Herodes – Tetrarca da Galileia
- Felipe – Tetrarca da Ituréia e Traconites
- Lisânias – Tetrarca de Abilene
- Sumos Sacerdotes – Anás e Caifás
Lucas está nos mostrando as pessoas importantes, todo o estabelecimento de poder da época; Lucas é um historiador. Interessante notar que a descrição faz menção ao estabelecimento político-religioso. Porém, agora preste atenção no interesse de Deus, na Sua descrição do que é, aos Seus Olhos, relevante: “veio a palavra de Deus a João, filho de Zacarias, no deserto.”
Que contraste: a Palavra de Deus veio NO DESERTO. Onde estava, então, Deus trabalhando? No deserto.
Naquela região citada acima estava m “os grandes”, estava o império”, os governadores, os tetrarcas, os grandes representantes do sumo sacerdócio, mas Deus não estava ali. A Palavra de Deus não estava ali.
O mover de Deus não é espalhafatoso. Satanás é espalhafatoso. Muitas cabeças, muitos chifres tem a besta. Por outro lado, naquele contexto todo havia uma mulher dando à luz a um menino, uma mulher na angústia de sequer ter onde pousar naquela noite, sem chamar a atenção de ninguém.
Jesus mesmo era Quem perguntava acerca de João Batista:
“Então, em partindo eles, passou Jesus a dizer ao povo a respeito de João: Que saístes a ver no deserto? Um caniço agitado pelo vento? Sim, que saístes a ver? Um homem vestido de roupas finas? Ora, os que vestem roupas finas assistem nos palácios reais. Mas para que saístes? Para ver um profeta? Sim, eu vos digo, e muito mais que profeta. Este é de quem está escrito: Eis aí eu envio diante da tua face o meu mensageiro, o qual preparará o teu caminho diante de ti. ” Mt 11:7-10.
Eles pensavam que lá onde estão os grandes, onde “vale a pena estar”, onde estão os poderosos, os que se vestem com finas roupas, se perfumam para irem se juntar aos grandes desta terra; porém Deus não está ali. Deus pensa de forma muita distinta do homem. O que os homens têm por grande, Deus tem por abominação.
“Os Meus pensamentos não são os vossos pensamentos. Os Meus caminhos não são os vossos caminhos…” Ou seja, os homens não discernem as coisas segundo sua realidade espiritual, porém pela aparência. E esta é uma importantíssima lição. Ou seja, o que os homens valorizam, não necessariamente Deus valoriza. E aquilo que os homens tem por sublime, Deus tem como abominação.
Talvez se fossemos nós a contar a história do Êxodo, nós teríamos dedicado muito tempo a mencionar a grandeza dos templos, a grandeza do processo de desenvolvimento dos hieróglifos, da beleza das riquezas naturais que tornavam Faraó grande aos olhos humanos, seu poder e etc… Mas Deus não; para Ele nada disto importa. Ele passou longe disto. Não registrou nada na Palavra.
Esta é outra e extremamente significativa lição: às vezes nos dedicamos muito tempo e atenção àquilo que os homens valorizam, aquilo que os homens consideram grande. Porque? Porque nos engrandece estarmos associados a alguém famoso, poderoso, rico e etc… Muitos de nós agem desta forma, consciente ou inconscientemente; e até mesmo, alguns de nós, desejam ser como estes: grandes e poderosos. Mas Deus não. Ele não dá atenção para estas coisas, não as menciona, sequer as registra no processo da caminhada.
Observe que, até mesmo na época dos reis em Israel, Deus menciona a história de todos eles, em acordo com aquilo que estes reis fizeram que tinha haver com a causa de Deus. O que estes reis fizeram para suas próprias causas e que não tem a ver com a causa de Deus, Deus não as menciona; à exceção, é claro, de aspectos que podem ser de natureza pessoal, mas que podem ser instrutivas por conter importantes lições: seja pelo exemplo positivo para nos encorajar, seja pelo exemplo negativo para nos advertir.
Observe como o Espírito Santo dedica grandes porções da Palavra para registrar os feitos de reis que foram extremamente usados para a causa de Deus como Josafá, Josias, Ezequias e Josias.
Veja que interessante esta questão confirmada pela Palavra em correlação com a arqueologia. O rei Onri é mencionado de forma bastante superficial na Bíblia, porém não na arqueologia.
A arqueologia tem descoberto sua história. Ele foi um rei tremendo, forte, terrível. Ganhou grandes batalhas, conquistou reinos e reinou muito tempo. Agora quando analisamos este rei sob o ponto de vista da Palavra de Deus, vemos que poucos registros há sobre ele. Parece que, ao Espírito Santo, não importava registrar o que este rei havia feito. Porque todas as “grandezas” de Onri eram somente para ele, eram somente humanas. O Reino de Deus parece não ter avançado nada através de Onri.
Para verificar seus feitos, assim como registrados na Bíblia, consultar I Rs 16:17-30 e passagens correlatas no livro de Crônicas.
Contrariamente a isto, vemos em Davi o oposto. Com ele o Reino de Deus avançou, pois que as batalhas de Davi são chamadas das batalhas de Jeová, ou seja, Jeová estava interessado nos assuntos de David, porque os assuntos de David eram os assuntos de Jeová.
Este princípio, na verdade, se repete no livro de Reis, pois já havia aparecido em Gênesis. Basta que se verifique o registro Bíblico que temos de forma diferente entre a genealogia de Caim e a genealogia de tantos homens que andaram com Deus como Abraão, Isaque, Jacó, José e tantos outros que fizeram a Vontade de Deus e, em cujas vidas, vemos o trabalhar de Deus a nos ensinar tantas coisas.
Observe o mesmo princípio no livro, por exemplo, de Atos dos Apóstolos. Não sabemos em que trabalharam depois de conhecer o Senhor, qual era o horário de seus trabalhos, quanto ganhavam, quais eram seus hobbies. Não sabemos se Pedro e André continuaram sócios naquele ou em outro negócio, qual era a percentagem de participação de cada um no negócio, se enfrentaram crises econômicas, enfim, não sabemos nada destas coisas.
Nada do que é importante para os homens foi registrado. Sabemos, entretanto, que não possuíam prata nem ouro, mas, Graças ao Senhor, hoje podemos dizer que sabemos e conhecemos o TESOURO que possuíam. Glória a Deus! Deus é muito, muito diferente do homem.
Estação 09: Dofca – Resumo Sintético
- A lição, das mais importantes para nós, é que “aquilo que para os homens é elevado, para Deus é abominação”.
- Vimos como a não citação em detalhes de Dofca foi proposital por parte de Deus.
- Apesar de ser um centro econômico, cultural e religioso da época, Deus simplesmente se cala acerca desta estação.
- Porém, o silêncio de Deus estava a nos ensinar que Deus não vê como vê o homem. O que Deus valoriza nada tem a ver com aquilo que o homem valoriza.
- Vimos que em Dofca existia uma reserva natural mineral de turquesa e cobre muito grande.
- Vimos que isto levou o Faraó da época a se enriquecer, a ponto de alcançar mais e mais poder até ser “divinizado”
- Vimos a ligação de Poder, Dinheiro, Idolatria e as questões ligadas a área da sexualidade como resultante, na verdade, da busca de auto exaltação, de egocentrismo, de busca de autossatisfação. Ou seja, há que se estudar mais a fundo suas origens que estão descritas nos Zigurates, dos quais a Torre de Babel é seu expoente máximo.
- Vimos como esta questão ficou evidente na história do povo hebreu, especialmente na idolatria manifestada de muitas formas, chegando ao cúmulo de serem feitas pinturas a ídolos no próprio interior do Templo edificado por Salomão. E vimos que isto tem um significado espiritual extremamente sério.
- Vimos a correlação disto com a realidade espiritual daquilo que o Senhor queria fazer neles e quer fazer em nós, pelas verdades contidas em cada parte do Templo, em especial na sua ornamentação. Este é um antagonismo terrível.
- Vimos, a partir deste ponto, a tremenda necessidade que temos de conhecer e entender o que as figuras utilizadas no Templo significam em nossas vidas. Para tanto temos que estudar o resumo do “Templo de Salomão”.
O Senhor tenha Misericórdia de Nós!