Estação 18 – Rissa
“…partiram de Libna e acamparam-se em Rissa…” Nm 33:21
Sumário
“O povo derrotado em Horma” – Nm 14:39-45
“O povo derrotado em Horma” – Dt 1:41-46
Olhar (e Buscar) para as Coisas do Alto
Detalhamento sobre “A Lei das Franjas – Orla das Vestes”
Este estudo encontra-se no site na Seção de Documentos Auxiliares – Termos e Expressões Bíblicas.
Repousar em Cristo
A estação que vimos anteriormente a esta foi Libna. Não se tratava da Libna ao pé do Monte de Sefelá, mas a Libna que se encontra no Deserto de Cades. Saíram de Libna, que significa “brancura” e se acamparam em Rissa.
Para melhor compreensão do que se passou nesta estação devemos consultar em detalhes a Números, cap. 15 e a Deuteronômio, cap. 02.
Note que, desde Nm 14, ao seu final, em muitas Bíblias há um subtítulo denominado “A derrota em Horma”. E vemos que este texto tem o seu correspondente em Dt 1, a partir do versículo 41.
“O povo derrotado em Horma” – Nm 14:39-45
“Falou Moisés estas palavras a todos os filhos de Israel, e o povo se contristou muito. Levantaram-se pela manhã de madrugada e subiram ao cimo do monte, dizendo: Eis-nos aqui e subiremos ao lugar que o Senhor tem prometido, porquanto havemos pecado. Porém Moisés respondeu: Por que transgredis o mandado do Senhor? Pois isso não prosperará. Não subais, pois o Senhor não estará no meio de vós, para que não sejais feridos diante dos vossos inimigos. Porque os amalequitas e os cananeus ali estão diante de vós, e caireis à espada; pois, uma vez que vos desviastes do Senhor, o Senhor não será convosco. Contudo, temerariamente, tentaram subir ao cimo do monte, mas a arca da Aliança do Senhor e Moisés não se apartaram do meio do arraial. Então, desceram os amalequitas e os cananeus que habitavam na montanha e os feriram, derrotando-os até Horma.” Números 14:39-45
“O povo derrotado em Horma” – Dt 1:41-46
“Então, respondestes e me dissestes: Pecamos contra o Senhor; nós subiremos e pelejaremos, segundo tudo o que nos ordenou o Senhor, nosso Deus. Vós vos armastes, cada um dos seus instrumentos de guerra, e vos mostrastes temerários em subindo à região montanhosa. Disse-me o Senhor: Dize-lhes: Não subais, nem pelejeis, pois não estou no meio de vós, para que não sejais derrotados diante dos vossos inimigos. Assim vos falei, e não escutastes; antes, fostes rebeldes às ordens do Senhor e, presunçosos, subistes às montanhas. Os amorreus que habitavam naquela região montanhosa vos saíram ao encontro; e vos perseguiram como fazem as abelhas e vos derrotaram desde Seir até Horma. Tornastes-vos, pois, e chorastes perante o Senhor, porém o Senhor não vos ouviu, não inclinou os ouvidos a vós outros. Assim, permanecestes muitos dias em Cades.” Deuteronômio 1:41-46
Este episódio aconteceu na Estação de Rimon-Perez, anterior a Libna. E então chegamos ao versículo 46 de Dt 1: “Assim, permanecestes muitos dias em Cades…”
Este Cades se refere ao deserto de forma genérica, donde houveram diversas jornadas, sendo uma delas a de Rimon-Perez. Por este motivo, temos Dt 2:1:
“Depois, viramo-nos, e seguimos para o deserto, caminho do mar Vermelho como o Senhor me dissera, e muitos dias rodeamos a montanha de Seir….”
Deuteronômio 2:1
Observe o que se diz: “…viramo-nos…”, porque começaram a regressar em direção ao Golfo de Aqaba; começaram a descer novamente em direção ao Mar Vermelho, porque eles não quiseram entrar seja por incredulidade, seja por obstinação.
Por este motivo está dito: “viramo-nos”, e isto foi em Libna; E logo se diz: “e seguimos…”, ou seja, depois de Libna. “Seguimos ao Deserto, caminho do Mar Vermelho…”. A palavra “caminho…” significa que houve uma série de várias jornadas neste caminho. “E, muitos dias, rodeamos a montanha de Seir…”.
Isto significa que houve várias jornadas ao redor do Monte de Seir; ou seja, isto significa que esta parte do capítulo 02 de Deuteronômio, verso 01, são as Jornadas que se dão a partir deste ponto. Isto fica evidente, através da análise gráfica da jornada em conexão com as Estações mencionadas em Nm 33.
Portanto, a estação seguinte a Libna é a estação de Rissa. Então esta primeira etapa que começa no caminho de regresso pelo Golfo de Aqaba é Rissa. E esta etapa corresponde a Números 15:32-41. Observe como começa Nm 15, no versículo 32:
“Os que o acharam apanhando lenha o trouxeram a Moisés, e a Arão, e a toda a congregação.” Números 15:33
Eles agora estão de volta ao deserto. E, nesta estação, Rissa, devemos ter atenção a algumas questões interessantes acerca desta Jornada. E esta estação deve ser subdividida em duas partes:
- Números 15:32-36 – Experiência Negativa
- Números 15:37-41 – Experiência Positiva
É curioso que estas duas experiências são, em certo sentido, antagônicas: uma negativa e outra positiva. Nesta Jornada há acontecimentos e revelações muito significativas da parte de Deus.
Vamos fixar a nossa atenção em algo muito interessante: o nome RISSA é um antônimo. O antônimo é o contrário de um sinônimo. O sinônimo é quando duas ou mais palavras diferentes significam a mesma coisa. A esta classe de palavras se chama sinônimos.
Porém a palavra antônimo é o contrário. Antônimo é quando uma mesma palavra tem diferentes significados, segundo o contexto. E o curioso é que a palavra RISSA em hebraico é um antônimo.
Esta palavra se formos buscar nos dicionários de hebraico tem dois significados. O interessante é que os significados são, a exemplo das experiências desta estação, antagônicos: um significado negativo, e um significado positivo.
Então, vamos ler a primeira parte desta seção, posto que não estamos lendo somente como história, mas como uma admoestação para a Igreja de Deus no tempo presente. E, para tanto, vamos nos valer do importante significado espiritual contido em Colossenses 2:16, de tal maneira que possa nos servir como chave hermenêutica, ou seja, chave de interpretação a partir do Novo Testamento.
“Ninguém, pois, vos julgue por causa de comida e bebida, ou dia de festa, ou lua nova, ou sábados (Dia de repouso, de descanso),” Colossenses 2:16
Dia de repouso equivale a um sábado; “ninguém vos julgue quanto a tudo isto, nem quanto a sábados…”, “todo o qual (incluindo o sábado) é sombra do que há de vir, porém o Corpo (ou seja, a realidade que projeta a sombra) é de Cristo.”
Aqui, Paulo nos ensina no Novo Testamento, pelo Espírito Santo, que aquelas comidas, aquelas bebidas, aquelas festas, os novilhos, as lusas novas, os sábados, tudo era sombra do que havia de vir.
Tudo aquilo relativo ao mandamento do sábado no Antigo Testamento era uma figura de Cristo, ou seja, manifestava algum aspecto de Cristo.
Deus enfrenta para Ensinar
Devemos fixar nossa atenção que nas estações anteriores, ou seja, em Ritma onde houve incredulidade, em Rimon-Perez onde houve obstinação, Deus curou, Deus providenciou a cura. Libna é a brancura para sanar o pecado, para limpar, simboliza o perdão.
Se retornarmos ao significado do nome da estação anterior, a estação de Rimon-Perez vamos ver que se ela se chamasse somente Rimom seria maravilhoso. Porém, ela se chama Rimom-Perez. Logo, o que estaria a significar esta expressão Perez? Significa “brecha”. Ou seja, é uma romã que caiu, que se prejudicou, que apodreceu. Que terrível!
Sim, o Senhor queria introduzir lhes na Terra. O Senhor queria que eles desfrutassem das delícias da Terra, na mesma medida em que o Senhor desejava colher neles Seus frutos. Mas o que acontece? Brechas, gretas, podridão. Eles não creram, eles chegaram até este ponto, mas terminaram como “frutos vãos”. O motivo se deve ao fato de eles terem sido obstinados; a obstinação de atuar por si mesmos.
Nesta estação de RISSA, Deus ensina em como enfrentar esta condição espiritual que fora representada pela Jornada anterior chamada de Rimon-Perez.
Através de Libna e através de Rissa, Deus enfrenta esta condição espiritual para nos ensinar. Por Colossenses sabemos que os sábados junto com tantas outras coisas contidas no Antigo Testamento são figuras, são sombras de realidades espirituais.
Também em I Coríntios 10 se diz que estas Jornadas foram escritas, foram registradas e que são exemplos para todos nós. Portanto isto que lemos em Números 15 não se trata somente de história. Sim, há um contexto gramático-histórico, mas uma significação espiritual que é aclarada no Novo Testamento.
Desta forma, vamos ler Nm 15:32-41 utilizando a chave hermenêutica do Novo Testamento, sabendo que é uma Jornada que serve para a Igreja e sabendo que o sábado é uma sombra de Cristo.
Porque o “problema” enfatizado nesta primeira parte tem relação com o sábado. O que se tinha que aprender nesta lição era aprender a descansar em Cristo. Porque eles haviam tentado vencer anteriormente com base na sua força, na sua obstinação. Tentaram vencer “por si mesmos”.
Eles tentaram conduzir “suas vidas” à sua maneira, sem depender de Deus, sem repousar em Deus. É por este motivo que Deus precisava, por um lado, ensinar-lhes sobre a Sua Graça, sobre o sacrifício para o perdão, e, por outro lado, ensinar-lhes o repouso.
É isto o que Deus faz quando nos retira do mundo, quando nos dá o Sangue de Cristo, quando nos dá o Seu Espírito Santo. O sangue para limpar nossos pecados, o Espírito Santo para nos conduzir através desta Nova Vida, Uma Vida de descanso, uma Vida de repouso, uma Vida de quietude em Deus. Esta é a primeira lição de Rissa.
“Estando, pois, os filhos de Israel no deserto, acharam um homem apanhando lenha no dia de sábado.” Números 15:32
Deus havia estabelecido no Antigo Testamento o Dia do Repouso para começar a ensinar o povo que o povo precisava descansar. O povo necessitava se libertar desta escravidão, deste aprisionamento desta vida agitada, cheia de afazeres, de compromissos, de trabalhos.
O próprio Senhor Jesus Cristo disse acerca disto na parábola do semeador que aquela semente que caiu entre os espinhos e abrolhos representam os cuidados deste século.
“A que caiu entre espinhos são os que ouviram e, no decorrer dos dias, foram sufocados com os cuidados, riquezas e deleites da vida; os seus frutos não chegam a amadurecer.” Lucas 8:14 (Observe a correlação com Rimon-Perez).
Neste episódio em Números temos um homem que deveria ter ouvido a Deus e descansado em Deus para honrá-Lo através de seu descanso e de sua fé. Porém este homem não atendeu ao falar de Deus e, ao contrário, foi ocupar-se em recolher lenha, para lançar mais lenha ao fogo.
“Os que o acharam apanhando lenha o trouxeram a Moisés, e a Arão, e a toda congregação. Meteram-no em guarda, porquanto ainda não estava declarado o que se lhe devia fazer.” Números 15:33,34
O Dia do Descanso
Algo deveria ser feito pela Congregação com respeito aquele homem que violava o repouso de Deus. Onde estava escrito algo acerca disto…Em Êxodo 31:12 há algo acerca do mandamento com respeito ao sábado. Mas devemos nos recordar que o sábado, o dia do Descanso, é uma figura do descanso em Cristo; esperar e confiar.
“Disse mais o Senhor a Moisés: Tu, pois, falarás aos filhos de Israel e lhes dirás: Certamente, guardareis os meus sábados; pois é sinal entre mim e vós nas vossas gerações; para que saibais que eu sou o Senhor, que vos santifica.
Portanto, guardareis o sábado, porque é santo para vós outros; aquele que o profanar morrerá; pois qualquer que nele fizer alguma obra será eliminado do meio do seu povo. Seis dias se trabalhará, porém o sétimo dia é o sábado do repouso solene, santo ao Senhor; qualquer que no dia do sábado fizer alguma obra morrerá. Pelo que os filhos de Israel guardarão o sábado, celebrando-o por aliança perpétua nas suas gerações. Entre mim e os filhos de Israel é sinal para sempre; porque, em seis dias, fez o Senhor os céus e a terra, e, ao sétimo dia, descansou, e tomou alento.” Êxodo 31:12-17
Se vocês vão estar ocupados como os gentios, dizendo: que comeremos…que vestiremos…que beberemos…Estando sempre preocupados com estas coisas, qual será o testemunho de vocês…
Estamos no mundo, mas o Senhor nos separou do mundo para confiarmos Nele e, por este motivo, Ele estabeleceu alguns sinais para Seu povo; no sentido tipológico era o sábado, porém o sábado era uma figura de Cristo, do Descanso em Cristo.
E foi isto que Deus disse: que o sábado era um sinal que deveria diferenciar Seu povo dos demais povos, quer dizer, o povo de Deus deve ser um povo que não deve viver escravizado com estas coisas. Que deve ser um povo que não deve viver única e exclusivamente como quem vive para fazer tijolos para Faraó. Que não vive diariamente afligido e ocupado com o que comer, com o que beber, com o que vestir, enfim, totalmente envolvido e consumido por esta carreira louca da carne, da alma e do mundo, mas que deveria ser um povo que aprenderia a descansar em Deus, a confiar em Deus, a levar Deus a sério!
Às vezes, nós como povo de Deus, nos ocupamos com estas coisas como se não houvesse Deus, como se Deus não fosse Aquele que nos supre em todas as coisas, mas é Jesus o que disse…
“Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma. Porque o meu jugo é suave, e o meu fardo é leve.” Mateus 11:28-30
Por este motivo, em Êxodo a Palavra nos diz: “…para que saibais que Eu Sou Jeová que os santifico…”, para que vocês saibam que eu os separo do mundo; portanto vocês devem descansar.
Se nós não descansamos em Deus, se nos envolvemos na louca correria desenfreada das preocupações desta vida agitada e estridente, parece que nós não morremos com Cristo e ressuscitamos com Ele.
Mas a Palavra é clara dizendo que morremos para o mundo, a Palavra diz que na cruz de Cristo o mundo está crucificado para nós e nós estamos crucificados para o mundo.
“Portanto, guardareis o sábado, porque é santo para vós outros; aquele que o profanar morrerá; pois qualquer que nele fizer alguma obra será eliminado do meio do seu povo.” Êxodo 31:14
Isto significa que não andar em repouso, em descanso, é andar na carne, é andar na morte, porque tudo que provêm da carne leva a morte. Estar nesta agitação significa estar guiados para a morte; em contrapartida, descansar em Deus, não significa que não vamos trabalhar, mas vamos trabalhar descansando em Deus.
“Seis dias se trabalhará, porém o sétimo dia é o sábado do repouso solene, santo ao Senhor; qualquer que no dia do sábado fizer alguma obra morrerá.” Êxodo 31:15
Se temos de trabalhar (e, de fato, trabalhamos grande parte do tempo de nossas vidas), porém em meio a nossa vida de trabalho, Deus estabelece o descanso, que é Cristo, especialmente quando vemos a plena realidade daquilo para o que o sábado apontava, conforme amplamente delineado no Novo Testamento.
Você tem que trabalhar, mas descansando. Observe você, antes de trabalharem no domingo, segunda, terça, quarta, quinta, sexta-feira, descansar no sábado; Mas Jesus ressuscitou no domingo, isso mesmo que você comece descansando a semana inteira em Cristo, fazendo todos os seus trabalhos em quietude e em repouso; como Paulo diz ao Tessalonicenses: “e que procures ter calma e empenhar-te em seu negócio e trabalhe com as mãos de maneira que nós te ordenamos.”
Alguns cuidam de seus negócios, mas não silenciosamente, como se não tivessem Deus para cuidar deles, mas o que Jesus disse?
“Por isso, vos digo: não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo, mais do que as vestes?
Observai as aves do céu: não semeiam, não colhem, nem ajuntam em celeiros; contudo, vosso Pai Celeste as sustenta. Porventura, não valeis vós muito mais do que as aves? Qual de vós, por ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado ao curso da sua vida? E por que andais ansiosos quanto ao vestuário? Considerai como crescem os lírios do campo: eles não trabalham, nem fiam.
Eu, contudo, vos afirmo que nem Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles. Ora, se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós outros, homens de pequena fé? Portanto, não vos inquieteis, dizendo: Que comeremos? Que beberemos? Ou: Com que nos vestiremos? Porque os gentios é que procuram todas estas coisas; pois vosso Pai celeste sabe que necessitais de todas elas;
buscai, pois, em primeiro lugar, o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. Portanto, não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados; basta ao dia o seu próprio mal.” Mateus 6:25-34
Alguns se ocupam de seus negócios, porém não de forma sossegada, agem como se Deus não estivesse cuidando deles. Mas o Senhor deixa claro.
” Considerai como crescem os lírios do campo: eles não trabalham, nem fiam.
Eu, contudo, vos afirmo que nem Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles. Ora, se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós outros, homens de pequena fé? Portanto, não vos inquieteis, dizendo: Que comeremos? Que beberemos? Ou: Com que nos vestiremos? Porque os gentios é que procuram todas estas coisas; pois vosso Pai celeste sabe que necessitais de todas elas;”
Portanto, o povo de Deus não deve agir como agem os gentios que não conhecem a Deus. Não devem ficar se inquietando com o que vão comer, com o que vão beber, com o que vão vestir e, através de tantas preocupações e inquietações acabam por não dedicar tempo para Deus. De outro lado, ao agirem assim, não honram a Deus por meio de uma fé robusta e nem manifestam um testemunho digno de Seu Nome.
Porém, há alguns que dedicam tempo para Deus. E então muitos dizem destes: “Vejam como estes aí não querem trabalhar…, por este motivo é que ficam envolvidos nestas coisas…”. Mas, observe: não foi isto que disse Faraó acerca do povo de Deus…
“Então, lhes disse o rei do Egito: Por que, Moisés e Arão, por que interrompeis o povo no seu trabalho? Ide às vossas tarefas. Disse também Faraó: O povo da terra já é muito, e vós o distraís das suas tarefas.
Naquele mesmo dia, pois, deu ordem Faraó aos superintendentes do povo e aos seus capatazes, dizendo: Daqui em diante não torneis a dar palha ao povo, para fazer tijolos, como antes; eles mesmos que vão e ajuntem para si a palha. E exigireis deles a mesma conta de tijolos que antes faziam; nada diminuireis dela; estão ociosos e, por isso, clamam: Vamos e sacrifiquemos ao nosso Deus. Agrave-se o serviço sobre esses homens, para que nele se apliquem e não deem ouvidos a palavras mentirosas. Então, saíram os superintendentes do povo e seus capatazes e falaram ao povo: Assim diz Faraó: Não vos darei palha. Ide vós mesmos e ajuntai palha onde a puderdes achar; porque nada se diminuirá do vosso trabalho. Então, o povo se espalhou por toda a terra do Egito a ajuntar restolho em lugar de palha. Os superintendentes os apertavam, dizendo: Acabai vossa obra, a tarefa do dia, como quando havia palha. E foram açoitados os capatazes dos filhos de Israel, que os superintendentes de Faraó tinham posto sobre eles; e os superintendentes lhes diziam: Por que não acabastes nem ontem, nem hoje a vossa tarefa, fazendo tijolos como antes?” Êxodo 5:4-14
Faraó é uma representação de Satanás que intenta continuadamente nos manter nesta carreira louca do mundo, porém o Senhor nos santifica, nos separa do mundo, nos dá o Seu descanso e este é um sinal da parte dele para nós, um sinal da diferença entre Seu povo e os gentios.
O sábado, o sinal do sábado, é o que diferencia entre os que são do mundo e os que estão em Cristo. Não que aquele que esteja em Cristo ainda não esteja no mundo, sim está, mas não é do mundo. Trabalha, mas o faz sossegadamente, com fé, com confiança, contando com Deus, se movendo como que vendo o invisível.
O Dia do descanso é o sinal do pacto.; quando estamos em Cristo, confiamos em Deus, podemos descansar. É um sinal deste pacto; então podemos confiar, porque o Senhor é totalmente Fiel, Ele é totalmente Todo Poderoso.
“Pelo que os filhos de Israel guardarão o sábado, celebrando-o por ALIANÇA PERPÉTUA nas suas gerações. Entre mim e os filhos de Israel é SINAL PARA SEMPRE; porque, em seis dias, fez o Senhor os céus e a terra, e, ao sétimo dia, descansou, e tomou alento.” Êxodo 31:16,17
Deus não fez o homem para o sábado, mas o sábado para o homem. Para Deus Lhe importa o homem. Deus sabe que o homem numa carreira louca desta vida de preocupações, de ansiedades, de inquietações, ele se vai a destruir-se a si mesmo. Assim, o homem não vai, de forma alguma, cumprir o propósito de Deus. O homem para poder cumprir o propósito de Deus tem de descansar Nele.
Os Ciclos de Crescimento
Vamos verificar outros versículos que falam acerca disto. Vamos a Is 28:9:
“A quem, pois, se ensinaria o conhecimento (Observe que Deus está ensinando)? E a quem se daria a entender o que se ouviu? Acaso, aos desmamados e aos que foram afastados dos seios maternos?” Isaías 28:9
Esta questão é tão séria para Deus que o versículo seguinte denota que há um encargo no coração de Deus, veja:
“Porque é preceito sobre preceito, preceito e mais preceito; regra sobre regra, regra e mais regra; um pouco aqui, um pouco ali.” Isaías 28:10
Aqui Deus inicia a ensinar-nos, com a Lei, utilizando figuras, e logo vem as línguas, sendo esta, um sinal claro do Espírito.
“Pelo que por lábios gaguejantes e por língua estranha falará o Senhor a este povo,” Isaías 28:11
Observe que esta passagem é aquela à qual o apóstolo Paulo se refere em I Co 14, quando trata acerca do falar em línguas, pelo Espírito, como sendo um sinal para os incrédulos.
“ao qual ele disse: Este é o descanso, daí descanso ao cansado; e este é o refrigério; mas não quiseram ouvir.” Isaías 28:12
“Assim, pois, a palavra do Senhor lhes será preceito sobre preceito, preceito e mais preceito; regra sobre regra, regra e mais regra; um pouco aqui, um pouco ali; para que vão, e caiam para trás, e se quebrantem, se enlacem, e sejam presos.” Isaías 28:13
Isto se refere a ajuda do Espírito, ao socorro pelo Espírito. Porque devemos nos perguntar: quando é que uma pessoa fala em línguas… Porque às vezes não sabe pedir, não sabe o que de fato convêm, e o Espírito nos ajuda com gemidos inexprimíveis.
Logo, o descanso tem a ver com uma Vida no Espírito, a confiança em Deus pelo Espírito, pela profunda comunhão com Deus, a intimidade com Ele. O vinho para dar descanso ao cansado é Cristo. Mas não quiseram ouvir, diz o texto…O que mais Deus pode fazer…
Como não entenderam a Vida no Espírito, eles, como crianças, voltam a ter de aprender com a Lei, com o aspecto de servir como tutora, exercido pela Lei. Somente assim (e, evidentemente pela frustração de não conseguirem cumprir a Lei), eles descobrem que necessitam da Graça de Deus para a obediência.
A Palavra é bastante enfática quando nos diz que fomos sujeitos à Lei para que pudéssemos ser conduzidos a Cristo. A Lei foi adicionada tão somente para demonstrar ao homem sua condição pecaminosa. E, ao mesmo tempo, para nos levar a CONFIAR e DESCANSAR somente em Cristo.
Porém, como os homens não aprendem a confiar em Cristo, ao contrário, teimam em agir por conta própria, então Deus utiliza da Lei para ensiná-los. Não lhes dá a Lei esperando que eles possam cumpri-la, mas desejando que eles cheguem ao fim de si mesmos na frustrada tentativa de obedecer a Lei. E então, somente então, os homens aprendem o que é depender da Graça de Deus para todas as coisas; o que é obedecê-Lo mediante a Sua Graça; o que é confiar e descansar em Sua total provisão em todas as esferas da vida humana.
Este versículo acima demonstra isto claramente: “para que vão, e caiam para trás, e se quebrantem, se enlacem, e sejam presos…”.
Vejam que interessante: Paulo se dizia “prisioneiro de Cristo”. Os homens, assim como Paulo, que não confiam em si mesmos, que conhecem sua fraqueza pessoal, que se sabem pecadores, estes pela Graça e total dependência de Deus se tornam livres, na mesma medida em que se colocam como “prisioneiros de Cristo”. Os demais, ao contrário, se julgam sábios, independentes, autônomos, livres, mas na verdade são escravos do pecado, do mundo e do ego.
Vamos para outra passagem aqui em Isaías 30: 7, que diz: “Certamente O Egito ficará impotente e em vão; portanto, dei-lhe vozes, que sua força seria ficar quieta.” Já sabemos o que significa Egito. Nesta série de sessões, começamos com Ramessés, nada menos do que a capital do Egito, aquela cabeça do dragão, uma das cabeças do dragão e da besta, mas o que isso diz sobre o Egito, o que isso diz do Faraó, o que ele diz sobre este mundo, o que ele diz sobre os cuidados deste século?
Estar quieto é confiar em Deus, não se deixar levar por aquele barulho do mundo. Isso é muito sério. Em Isaías 57:20, também lemos: “Mas os ímpios (não os crentes) são como os mar tempestuoso que não consegue parar, e suas águas jorram lodo e lama.” Eles sempre vivem agitados daqui para lá.
Em Isaías 58: 13-14: “Se desviares o pé de profanar o sábado e de cuidar dos teus próprios interesses no meu santo dia; se chamares ao sábado deleitoso e santo dia do Senhor, digno de honra, e o honrares não seguindo os teus caminhos, não pretendendo fazer a tua própria vontade, nem falando palavras vãs, então, te deleitarás no Senhor. Eu te farei cavalgar sobre os altos da terra e te sustentarei com a herança de Jacó, teu pai, porque a boca do Senhor o disse.” Isaías 58:13,14 ”
Observe que é uma questão de desistência, uma decisão sua. Quando estamos falando nossas próprias palavras, colocando os pés onde queremos, isso é ser como as ondas do mar, como os malvados, agitados. Ele diz: não falar suas próprias palavras. Se você se retrair pé, “então você se deleitará no Senhor; e eu o farei subir alturas da terra, e eu darei a vocês a herança de Jacó, seu pai, para comer; porque a boca do Senhor o disse.
“Mas não há tempo para deleite-se em Deus porque o homem está ocupado fazendo tijolos para o Faraó.” Eu vou te educar, diz Deus; tão diferente. O diabo disse: vou subir; mas aqui o Senhor diz: Eu o farei subir. Uma coisa é que Deus dê, outro o que você ganha com suas manobras.
Alguém diz: Senhor, se eu não trabalhar no sábado, o que vou comer? “Eu vou te alimentar”, diz ele o Senhor: “Eu lhe darei a herança de Jacó, seu pai, para comer. Você sabe o que significa herança? Uma herança é algo que Deus lhe dá, você sabe que você herda, não é algo que você fez funcionar, não, não. “Eu te darei a herança de Jacó, teu pai, para comer; para a boca de Jeová ele falou “, é Deus quem fez esta promessa.
A Maturidade do Descanso
Vamos verificar outra passagem interessante em Eclesiastes 4:6-8. Veja o que a Palavra nos diz a partir de um homem muito sábio, que trabalhou muito, que empreendeu muito e que tinha muita experiência:
“Melhor é um punhado de descanso do que ambas as mãos cheias de trabalho e correr atrás do vento. Então, considerei outra vaidade debaixo do sol,
isto é, um homem sem ninguém, não tem filho nem irmã; contudo, não cessa de trabalhar, e seus olhos não se fartam de riquezas; e não diz: Para quem trabalho eu, se nego à minha alma os bens da vida? Também, isto é, vaidade e enfadonho trabalho.” Eclesiastes 4:6-8
Observe o que ele diz: “Mais vale uma mão cheia com tranquilidade, do que duas mãos cheias com trabalho e aflição de espírito”.
“Então, considerei outra vaidade debaixo do sol…”, mas o que ele considerou…qual teria sido a vaidade que foi objeto de suas considerações…observe a sequência do texto.
“isto é, um homem sem ninguém, não tem filho nem irmã; contudo, não cessa de trabalhar, e seus olhos não se fartam de riquezas…”, ou seja, é um homem que não desfruta do que conquistou. Está sempre querendo mais e mais e mais… Nada o satisfaz; há uma insatisfação latente após cada conquista. Uma insatisfação que gera frustração. Nada preenche, nada satisfaz.
Ao contrário, ao invés de desfrutar do produto do trabalho o que lhe sobrevêm é uma angústia de alma frente a incessante inquietação pelo conquistar mais, o ter mais coisas, uma busca continuada por satisfação que retroalimenta todo o processo. Este homem nunca desfruta da alegria da conquista que lhe foi dado por Deus, ele está sempre ocupado, preocupado, intranquilo, inquieto…
Então vemos, pela Palavra, o que o Senhor responde a ele e a todos nós: “Não vos preocupeis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados. Basta a cada dia o seu próprio mal.” Mt 6:34.
Vamos ver outros versos acerca deste tema na Palavra. Vamos analisar o que disse o Senhor a Jeremias. O contexto é tal que o povo de Deus estava pensando em voltar ao Egito, voltar ao mundo, e observe o que o Senhor fala:
“Se permanecerdes nesta terra, então, vos edificarei e não vos derribarei; plantar-vos-ei e não vos arrancarei, porque estou arrependido do mal que vos tenho feito.” Jeremias 42:10
O Senhor sofria porque o Seu povo sofria. Porventura Israel não estava sofrendo no deserto, em especial aqui em Rissa… E o que o Senhor está ensinando a Seu povo…O repouso, o descanso!!
Outra passagem que seria interessante considerar está em Habacuque 3:16. O tempo de Habacuque é nada mais nada menos do que quando Nabucodonosor estava a ponto de conquistar Jerusalém. Esta era uma época terrível, e observe o que disse Habacuque:
“Ouvi-o, e o meu íntimo se comoveu, à sua voz, tremeram os meus lábios; entrou a podridão nos meus ossos, e os joelhos me vacilaram, pois, em silêncio, devo esperar o dia da angústia, que virá contra o povo que nos acomete.” Habacuque 3:16
A nação viria a ser invadida por uma poderosa nação do Norte, a situação era muito difícil, e Habacuque ouvia as notícias e se assustava, porém observe o que ele diz: “…vou me aquietar, vou descansar em Deus, vou confiar em Deus”. Que lição para nós!!!
Vamos então retornar agora a Números 15:34. Todo o povo deveria, segundo a Vontade de Deus, estar descansando, estar em íntima comunhão com Deus, não falando suas próprias palavras, não pensando seus próprios pensamentos, mas falando as palavras de Deus, descansando em Deus.
No entanto, aquele homem seguia naquela aflição de espírito, recolhendo lenha, quando deveria estar descansando e confiando em Deus. Veja então o que fizeram com ele… “Meteram-no em guarda, porquanto ainda não estava declarado o que se lhe devia fazer.” Números 15:34
Na verdade, já estava escrito que aquele que descumprisse o ordenamento de Deus no tocante ao descanso, haveria de morrer. Veja que interessante: o Senhor faz um contraste: ou você DESCANSA, ou você MORRE.
Se estamos na carne, estamos na morte, escravizados às preocupações, às aflições. Se estamos no Espírito, estamos no descanso de Deus, estamos livres de preocupações.
E o que o Senhor nos diz… “Venha para mim você está cansado, carregado, e Eu vou te dar descanso, Eu farei isso com você, descanse no Senhor; faça seu trabalho calmamente com fé, não como se Deus não existisse, mas vendo o Invisível, acreditando em Deus.
Então os israelitas não sabiam o que fazer. Bem, este deve morrer, mas como? “E Jeová disse a Moisés (esta é uma revelação, mostrando que não descansar em Deus é o sinal da morte): Esse homem deve morrer inevitavelmente; apedrejá-lo-á toda a congregação fora do acampamento ”.
Ah, já estava ordenado o que toda a congregação tinha que fazer; mas como? Apedrejamento. Deus não quer que isso aconteça no meio da igreja; Devemos julgar essa falta de descanso, como diz em Hebreus.
Capítulo 4 de Hebreus. A igreja deve julgar a falta de descanso. Uma pessoa que só está agitada na carne, com pressa, é uma pessoa que não fará o bem à igreja, ela é uma pessoa que traz ventos e tempestades; uma pessoa que está naquela agitação da alma; isso vai ser um problema no meio dos santos.
Deus, o que ele quer é que os santos mantenham distância, ou seja, apliquem o julgamento de Deus para esses tipos de atitudes. Diz em Hebreus 4: 1:
“Temamos, portanto, que, sendo-nos deixada a promessa de entrar no descanso de Deus, suceda parecer que algum de vós tenha falhado. Porque também a nós foram anunciadas as boas-novas, como se deu com eles; mas a palavra que ouviram não lhes aproveitou, visto não ter sido acompanhada pela fé naqueles que a ouviram. Nós, porém, que cremos, entramos no descanso, conforme Deus tem dito…” Hebreus 4:1-3
É uma promessa! Para entrar no descanso de Deus. Deus nos tem prometido que Nele podemos descansar, e essa promessa está feita, mas para usufruirmos dela (porque embora a promessa de entrar no Descanso esteja em vigor e seja absolutamente válida – porque Deus é Fiel), mas pode parecer que muitos não a tenham alcançado; assim como aquele homem que estava juntando lenha para o fogo naquele dia de descanso em Números.
Porque o que você pensa de alguém que não está em repouso, é perceptível ou não? Claro que mostra. Irmãos, nós precisamos ter cuidado; aquela nota, é algo muito sério, certo? “Qualquer de vocês parecem não ter alcançado isso.
“Porque nós também (isto não era apenas para Israel, mas também para o Novo Testamento) as boas novas foram anunciadas a nós quanto a eles; mas isto não lhes aproveitou (e está é a Palavra de Deus e, portanto, sabemos que Deus estava comprometido), pois não foi acompanhada pela fé em quem a ouviu.
“Falta de descanso é um sinal de descrença. “Mas aqueles de nós que acreditaram entram no Descanso, na maneira como Ele disse.
“Nós, porém, que cremos, entramos no descanso, conforme Deus tem dito: Assim, jurei na minha ira: Não entrarão no meu descanso. Embora, certamente, as obras estivessem concluídas desde a fundação do mundo.” Hebreus 4:3
Quando não creram, em Ritma, não entraram no Descanso de Deus. Quando você acredita em Cristo, você acredita em Deus. Deus queria introduzi-los no Descanso, porém eles, por não crerem, caíram prostrados no deserto, “Embora, certamente, as obras estivessem concluídas desde a fundação do mundo.” Hebreus 4:3. Observe: Deus já tinha tudo preparado. Que te parece…
Quando Deus fez o homem, não era a vez do homem fazer o jardim, já havia um jardim; quando os pássaros vieram já havia árvores, já havia sementes, porque é assim que Deus é. Você mesmo não faz assim? Quando você tem o seu filho, você já prepara o berço, a fralda, a mamadeira, o leite; tudo é preparado. Mas, e em Deus…, você vai acreditar que Deus será menos zeloso no preparar antecipadamente todas as coisas?
As obras Dele já foram acabadas desde a fundação do mundo. “Porque em certo lugar diz assim do sétimo dia: E Deus descansou de todas as suas obras no sétimo dia. E novamente aqui: Eles não entrarão no meu descanso.”
Deus tem um descanso no qual Ele deseja que entremos; quando Deus fez o homem, Deus queria descansar no homem, e queria que o homem descansasse em Deus; mas a descrença e o pecado separaram o homem de Deus.
Agora, a redenção mostrada para nós em Libna é, de certa forma, preparatória para apresentar ao homem o restante daquilo que nos é mostrado em Riça.
“Portanto, como alguns precisam entrar (em repouso), e aqueles a quem as boas novas foram anunciadas pela primeira vez não entraram por causa da desobediência, ‘novamente determina um dia: Hoje, dizendo depois de tanto tempo, por meio de David, como já se dizia: Se você quiser ouvir Hoje a Sua voz, não endureça os seus corações.”
Quando vou descansar? Hoje; Agora; não deixe para amanhã, é agora. Qual é o dia que Deus determinou descansar? Hoje; por isso é que Paulo diz que alguns julgam o mesmo todos os dias. Há alguns irmãos que trabalham segunda, terça, quarta, quinta, sexta e eles descansam no sábado; outros no domingo, mas outros julgam o mesmo todos os dias; porque domingo é sábado, segunda-feira é Sábado, terça é sábado, quarta é sábado, quinta-feira para eles é sábado, sexta-feira e sábado, sábado para eles é sábado.
O sábado no Novo Testamento
Quando descansamos em Cristo, estamos no sábado; de modo que não podem nos acusar de não guardar o sábado. Nós guardamos o sábado durante toda a semana porque o sábado é Cristo.
Deus novamente determina um dia; isto é, no Antigo Testamento que era o sétimo dia em figura, mas esse tempo agora está no Novo Testamento representado pela REALIDADE, que é Cristo.
O que é o sábado no Novo Testamento? Cristo. Portanto, Hoje, e todos os dias, descanse em Cristo. “Porque se o Josué tivesse lhes houvera dado Descanso não lhes falaria acerca de outro Dia. Portanto, resta um repouso (sabático) para o povo de Deus. Porque aquele que entrou no Descanso de Deus, também ele mesmo descansou de suas obras, como Deus das Suas.”
Porventura não foi este o problema em Rimon-Perez…as obras próprias da carne. Aquele que entra no Descanso de Deus, ele mesmo já descansou de suas obras, como Deus de Suas Obras. Desta forma temos em Hb 4:11, a lição de Rissa, no aspecto relacionado ao Descanso:
“Esforcemo-nos, pois, por entrar naquele descanso, a fim de que ninguém caia, segundo o mesmo exemplo de desobediência.” Hebreus 4:11
Voltemos a Números 15:36: “Então a congregação o trouxe para fora do acampamento, e o apedrejou, e ele morreu, como Jeová havia ordenado para Moisés. “Isso é o que Rissa significa em certo sentido.
O que a palavra Rissa significa no primeiro sentido? Nós já dissemos que é um antônimo; A PALAVRA RISSA SIGNIFICA EM CERTO SENTIDO: RUÍNAS, ENTULHO, PILHA DE PEDRAS, e eles simplesmente apedrejaram. Imagine, toda a congregação atirou pedras nele; imagine a pilha de pedras que foi feita, porque eram cerca de 600.000.
Deus, Ele espera que julgemos nossos irmãos, não apedrejando agora no Novo Testamento, porque antes era falado no sentido material, agora é espiritual, mas se você julgar isso, não aprove, não seja arrastado para esses cuidados, mas descanse em Deus e julgue essas ansiedades, essa falta de confiança em Deus.
Há pessoas que estão tão ocupados que não têm espaço para Deus, e então
Eles não sabem, e falam: se eu não trabalhar no domingo não vou conseguir cumprir tudo o que tenho a fazer, não posso ficar com os irmãos, mas o que é isto?
Então, experimente colocar o Senhor em primeiro lugar e você verá como Deus adicionará a você; coloque Deus em primeiro lugar. Busque primeiro o reino de Deus e sua justiça, e as outras coisas, você verá, como elas são adicionadas a você.
Os apóstolos saíram sem nada e o Senhor disse-lhes: porventura faltou alguma coisa a vocês? E eles responderam: Não, Senhor, não nos faltou nada. Se Deus existe (e Ele existe!!) e não é um Deus distante, muito pelo contrário, então, porque não Descansar Nele, sabendo que somos filhos e que Ele é totalmente Fiel!!!
Esta primeira parte do significado Rissa: ruína, escombros, fragmentos, pedregulhos, é o que significa o que aconteceu com este pobre homem; permaneceu como um sinal do julgamento de Deus sobre a descrença, sobre a falta de confiança e descanso em Deus, ou seja, morto.
Olhar (e Buscar) para as Coisas do Alto
Agora nós vamos para a segunda parte que vai do versículo 37 ao 41 e este é o segundo significado do antônimo Rissa. Corresponde a esta segunda parte da estação, e diz Deus, olha em que momento Deus dá a lição:
“E o Senhor falou a Moisés, dizendo: Fala aos filhos de Israel, e dize-lhes (isto está relacionado ao que acabou de acontecer) que as franjas são feitas nas bordas de seus vestidos, para suas gerações; e que devem colocar em cada franja das bordas um cordão azul. E vai servir de tira para você, de modo que quando você vir, você se lembrará de todos os mandamentos de Jeová para fazê-los; e não cuide do seu coração e de seus olhos, depois do qual vocês se prostituem. Para que você possa se lembrar e cumprir todos os mandamentos, e ser santo (separado) para o seu Deus. Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirou da terra do Egito, para ser o seu Deus. Eu sou o Senhor teu Deus. ”
Você tem Deus; os do mundo estão sem Deus e sem esperança, mas você tem Deus. Observe, o Senhor queria que Seu povo usasse uma faixa azul, a cor do céu, para que não ficasse pensando apenas nas coisas da terra. Quando eles se sentissem tentados a começar outras coisas, eles encontrariam o azul e começariam a olhar para cima; existe um Deus, nós temos um Deus; eles se lembrariam do céu, do celestial, do espiritual, do eterno, do sublime; não, eles não estariam sozinhos, aqui e ali ocupados em suas coisas; cada vez que olhassem para baixo, a faixa azul os lembraria: levantem novamente.
Porque o “olhar para o Alto” se vinculava ao olhar para a faixa azul que estava embaixo? Porque, não somente o azul é uma tipologia do céu, mas que, fazendo isto, eles estariam olhando para o seu próprio coração, examinando-se a si mesmos, na perspectiva relacionada ao seu chamamento. Olhariam para baixo, veriam a faixa azul, lembrar-se-iam do chamamento celestial e então poderiam retornar seus pensamentos e atenção às coisas celestiais. Ao passo que olhar para baixo fixando os olhos nas coisas meramente terrenas, as coisas desta vida somente, representaria fixar a atenção neste mundo. E a isto estariam vinculados às cobiças, cuidados e preocupações desta vida, angústias, aflições, inquietudes e tribulações numa visão meramente terrena.
Este mundo está caminhando, seguindo o coração e os olhos: os desejos dos olhos, os desejos da carne, o orgulho da vida e diz aqui: “não cuide de você coração. “Nosso coração é mau, não devemos confiar em nosso coração, “não de seus olhos.” As pessoas vão ao supermercado e veem tudo e quer comprar tudo, e agora com o estilo dos supermercados. Antes você precisava de algo e começou a procurar por isso, mas agora mesmo o que você não precisa, você compra, tudo à vista e agora você vê pela Internet, eles trazem para casa.
Não siga seu coração ou seus olhos, “depois dos quais vocês se prostituem”. Olha o verbo que Deus utiliza; se prostituindo, isto é, se prostituindo segundo o coração, isto é, de desejos, prostituição após os olhos. Prostituta significa que em vez de ser a esposa do Senhor, separada para Deus, ela está adulterando com o mundo.
“Infiéis, não compreendeis que a amizade do mundo é inimiga de Deus? Aquele, pois, que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus.
Ou supondes que em vão afirma a Escritura: É com ciúme que por nós anseia o Espírito, que ele fez habitar em nós?” Tiago 4:4,5
Estar atrás de tudo aquilo que o mundo oferece, desejando, cobiçando…isto é prostituição; é quando damos lugar as coisas do mundo, quando nos abrirmos ao mundo e aos espíritos que o governam e nos maculam. Mas Deus nos quer separados para Ele, porque Ele quer ser o nosso Deus.
Vamos ler outra passagem do Novo Testamento que está em Colossenses 3: 1-6 que corresponde exatamente a esta questão da orla:
“Portanto, se fostes ressuscitados juntamente com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo vive, assentado à direita de Deus. Pensai nas coisas lá do alto, não nas que são aqui da terra; porque morrestes, e a vossa vida está oculta juntamente com Cristo, em Deus. Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então, vós também sereis manifestados com ele, em glória. Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo maligno e a avareza, que é idolatria; por estas coisas é que vem a ira de Deus [sobre os filhos da desobediência]. Colossenses 3:1-6
Ele tem todo o poder no céu e na terra, nada permanece pequenino, nada é impossível para ele, sejamos crentes, não incrédulos. “Concentre-se nas coisas do alto, não nas coisas da terra. Você morreu (para este mundo, você morreu para o Egito) “e sua vida está escondida (não em perigo) com Cristo em Deus.
“Quando Cristo, que e a nossa Vida, se manifestar, então vos também serão manifestos com Ele em Glória.” Então estes versos de Colossenses correspondem a esta passagem de Rissa aqui. Não olhe as coisas que são visíveis, mas as que não são visíveis, como Moisés que ficou olhando para o invisível, isto é fé, isto é confiança.
Agora, O OUTRO SIGNIFICADO PARA RISSA E GOTA DE ORVALHO. De onde vem o orvalho? Do azul, do céu; e quando tudo estiver aqui seco, o orvalho cai e se refresca, fica verde. Existe uma outra palavra que também vem da mesma raiz Rissa, que é a palavra UMIDADE.
É a umidade que vem do orvalho; porque no começo nem sequer chovia, no começo era só orvalho, quando não havia queda, nem o julgamento do dilúvio, foi o orvalho; então veio a chuva.
Seguiu o homem pecando, então o granizo veio e o homem continua a pecar, o granizo vai aumentar e o granizo vai ser grande; mas no começo era orvalho, era muito macio, havia necessidade de abundância, então o orvalho do céu desceu e reverdecia, umedecia o solo seco e gerava a abundância.
De onde veio a abundância? Do CEU; do CEU é que vem a abundância, é a bênção de Deus que enriquece. O que é uma benção? Uma bênção é mais do que apenas lógica; o lógico é dois mais dois, quatro; dois peixes, dois peixinhos, coma meu pai e minha mãe, mas o Senhor abençoou aqueles poucos peixes e poucos pães e a multidão comeu e sobraram doze cestos cheios. Essa é a bênção; quando Deus do que parece que não há nada, você não sabe como ela brota, mas sobeja.
Portanto, a palavra diz aqui: “Eu sou o seu Deus.” Não olhe para baixo, olhe para as coisas acima onde Cristo está à direita, com toda autoridade e poder. Ele é o rei, vamos cuidar das coisas de cima; Quando tivermos a tentação de ser como os ímpios que não conhecem a Deus, vamos olhar para a faixa azul e de novo, e tantas vezes quantas forem necessárias, para que nos lembremos que somos cidadãos celestiais.
Não somos desta terra, somos peregrinos, a nossa cidadania é nos céus de onde esperamos o Salvador. Nós esperamos do céu porque somos crentes. A bênção de Deus é ir além dos cálculos; é impossível. Não ainda há a semente, e o Senhor diz por Ageu ao remanescente: Veja como a Minha casa está abandonada, você cuida da sua própria casa, e você sabe o que eu faço? Eu dissipo seu trabalho.
Você sabe por que eu o disperso? Porque você cuida de você, de sua própria casa com painéis e minha casa está deserta, e você só se preocupa em cuidar da sua casa. Então você sabe o que acontece? Vai ver se há cinquenta e só têm trinta, verificam se há trinta, mas só têm vinte; mas o Senhor diz: Mas a partir de hoje que lanças as bases da minha casa, hoje te abençoarei, isto é, a bênção é: eu estou com você. Tenha a bênção de Deus é o mais importante.
Onde os irmãos estão juntos em harmonia, há bênção; O que temos que fazer é não nos afastar: “não deixe a pomba voar muito longe de você, ela é aquela que canta sussurros de paz e amor. “Se fizermos algo contra os irmãos, contra a harmonia, a bênção não pode vir, a pombinha virá com medo, mas se procurarmos por Ele, a bênção pode vir, pois Ele envia bênção e vida eterna para onde os irmãos estão juntos em harmonia.
Detalhamento sobre “A Lei das Franjas – Orla das Vestes”
Este estudo encontra-se no site na Seção de Documentos Auxiliares – Termos e Expressões Bíblicas.
A Lei da Franja
A Lei da Franja era uma convicção religiosa entre os judeus na época de Ieshua. Estava muito associada com o conceito do tzitzit. Este conceito começa com o mandamento em Números 15: 37 quando Deus disse para Moisés que ensinasse aos filhos de Israel que fizessem as franjas nas bordas dos artigos de vestuário deles.
O propósito destas franjas que foram conectadas ao tallith ou manto de oração, era os fazer lembrar-se dos mandamentos do Senhor e cumpri-los diligentemente. Também era uma lembrança para que eles não buscassem os propósitos dos próprios corações e também aquilo que vissem, mas que fossem dirigidos pela palavra de Deus.

As franjas e o manto de oração têm grande significado simbólico e numérico. A palavra tzitzit tem o valor numérico de 600. Há cinco laços e oito fios que somam 13. Então, o valor numérico do tzitzit, os laços, e os fios são de 613.
Este é o número de leis positivas e negativas da Torah. O segredo que envolve os nós e os laços numericamente nos dizem “O Eterno é Um” ou o Shema.
E a confecção atual das franjas ou o tzitzit que são o centro deste estudo é importante à segunda parte do mandamento que diz “não buscam após o seu próprio coração e seus próprios olhos “.
A maior parte da educação que nós podemos ter como crentes está em aprender a viver nossas vidas por fé e não após os nossos próprios corações e olhos. Entendendo como estas franjas foram confeccionadas, teremos mais perspicácia na profundidade do relacionamento que o Senhor deseja ter com os filhos dele.
Detalhes das Franjas
A confecção das franjas foi iniciada levando quatro fios de linha e os tecendo em um fio. Foram feitos quatro tiras ou fios separados desta maneira. De acordo com o Código de Lei judaica, “Se a pessoa não tem quatro fios separados, mas tem um fio longo, dobra isto em quatro, põe isto pela abertura, faz um laço, e depois disso corta os fios, é nulo”. Desse outro modo, devem ser postos quatro fios pela abertura que os dobra, fazendo assim oito. Não era permitido levar um único foi e cortar isto em quatro pedaços e então colocar esses quatro pela abertura que os faz serem oito fios. Uma vez que os quatro fios são postos pela abertura, são feitos dois laços. Então o fio mais longo, chamado shamesh, ou fio de ajudante, é usado para fazer as envolturas. Novamente, de acordo com o Código de Lei judaica, serão torcidos “Os fios do tzitzit, devem ser trançados, pois se estiverem destrançados, são considerados como cortados fora e inexistentes “.

Por que tantos detalhes foram dados à confecção do tzitzit? A resposta, novamente, é achada no mandamento em Números 15:38-41, “Fala aos filhos de Israel e dize-lhes que nas bordas dos seus vestidos se façam franjas, pelas suas gerações: e nas franjas das bordas porão um cordão azul. E nas franjas vos estará, para que o vejais, e vos lembreis de todos os mandamentos do IHVH, e os façais: e não seguireis após o vosso coração, nem após os vossos olhos, após os quais andais adulterando. Para que vos lembreis de todos os meus mandamentos, e os façais, e santos sejais a vosso Elohim. Eu sou o IHVH vosso Elohim, que vos tirei da terra do Egito, para vos ser por Elohim: eu sou o IHVH vosso Elohim”.
Aplicações espirituais
As franjas estavam lá não só para lhes recordar que executassem os mandamentos, mas também para lhes recordar que não vivam suas vidas após os próprios corações e também após seus próprios olhos. Em outras palavras, a vida não seria vivida pela própria compreensão deles e a própria inteligência deles. A vida seria vivida na dependência de Deus e não independentemente d’Ele. O tipo de vida que Deus queria que eles vivessem não era só de obediência, mas também de confiança e fé n’Ele.
Para entender este conceito mais detalhadamente, consideremos algumas outras passagens de Escritura. Em Salmo 25:1-3 lemos nós, “Até ti, IHVH, levanto a minha alma. Elohim meu, em ti confio, não me deixes confundido, nem que os meus inimigos triunfem sobre mim. Na verdade, não serão confundidos os que ESPERAM em ti; confundidos serão os que transgridem sem causa “.
A palavra traduzida “ESPERA” nesta passagem vem do hebraico (qavah), e significa “torcer, ligar, como uma corda; ser forte e robusto; dá ideia de jejum que liga”. O que está dizendo o escritor aqui? Ele está dizendo que se você torce, amarra, e liga sua vida com o Eterno, você não estará envergonhado e seus inimigos não triunfarão sobre de você.
Se nós lermos Isaías 40:31, podemos ver esta ideia um pouco mais claramente, pois Isaías escreve, “Mas os que ESPERAM no IHVH renovarão as suas forças, subirão com asas como águias: correrão, e não se cansarão; caminharão e não se fatigarão”.
Novamente, nós vemos a palavra ESPERAR. Tem o mesmo significado como no verso anterior. Se você quer voar com asas de águias, correr e não se cansar, caminhar e não se fatigar, você tem que ligar-se, tem que entretecer, e tem que amarrar sua vida com a vida do Senhor.
Você vê isto no tzitzit? Quatro linhas são entretecidas para fazerem uma tira juntas. Quatro fios inseridos pela abertura que fazem 8 fios. Depois que os dois laços foram feitos, o fio mais longo, o shamesh (o fio do ajudante) é usado para fazer as envolturas. O número quatro é importante aqui. O número três representa a Divindade.
O quarto fio é uma representação do crente que está entretecido e está ligando a sua vida com a vida do Senhor. Todos nós temos que entretecer nossas vidas com a vida do Senhor. Não é possível para nós fazer isto só; isto faz com que o Espírito o Santo nos ajude, se nós queremos realizar isto em uma base consistente.
O Espírito o Santo realmente é o shamesh. Se nós, como crentes, não estamos entretecidos e não estamos ligando nossas vidas com a vida do Senhor, então nós teremos diminuído a efetividade em nossas vidas como crentes. A força vem à medida que entretecemos as nossas vidas em Deus.
É fascinante aprender que até mesmo com toda a instrução detalhada na confecção do tzitzit e como eles seriam presos ao artigo de vestuário (tallith), uma instrução principal foi omitida. Não lhes não foi dito quão firmemente eles teriam que entretecer ou entrelaçar os fios. Lhes foi dito que se os fios fossem desenrolados, eles não teriam valor e deviam ser cortados como se eles fossem inexistentes. Nos é dito que devemos entretecer nossas vidas com o Senhor, ligar nossas vidas com Deus.
Ele não nos fala quão firmemente devemos ligar nossas vidas com Ele, mas nos deixa individualmente tomar esta decisão. O tallith, ou manto de oração, é um quadro do Senhor. As franjas são um quadro da vida do crente em relação a Ele.
Paulo nos fala que se nós “não queremos fazer provisão para a carne, cumprir o desejo de luxúrias, que” nós temos que nos revestir do Ungido. Você pode ver que a envoltura está amarrando as nossas vidas ao Senhor e é isso que nos impede cumprir as luxúrias da carne? Isto é a forma como nós podemos viver nossas vidas em cooperação com Ele, não buscando os anseios de nosso próprio coração e de nossos próprios olhos.
A Mulher Que Tocou a Franja
Com esta compreensão, nós podemos considerar a história da mulher com o fluxo de sangue achada em Marcos 5:25. Esta história deveria ser estudada em comparação com a história de Jairo. Jairo era um dos principais membros da sinagoga e sua filha estava doente, quase a ponto de morrer (Marcos 5:22).
Jairo viu a Ieshua, se prostrou aos pés dele, e virtualmente Lhe implorou que viesse e pusesse as mãos sobre sua filha, pois assim ela seria curada. Ieshua concordou em ir com ele, e a Escritura diz que “muitas pessoas o seguiram, e o apertavam”. Havia naquela multidão uma mulher que tinha sofrido de um fluxo de sangue durante doze anos. Ela tinha ido a muitos doutores e tinha gastado virtualmente tudo aquilo ela tinha tentando achar a cura.
Em lugar de melhorar, ela piorou. Ela chegou ao desespero. Ela pensou que se pudesse chegar a Ieshua e pudesse tocar a franja do artigo de vestuário dele (o tzitzit) ela seria curada. Ela queria tocar o símbolo da autoridade dele.
Havia um problema principal aqui. Esta mulher teve um fluxo de sangue.

Isto significava que ela estava impura (suja). Consideremos a lei neste assunto.
Em Levítico 15:19-28 nós lemos: “Mas a mulher, quando tiver fluxo, e o seu fluxo de sangue estiver na sua carne, estará por sete dias na sua separação, e qualquer que a tocar será imundo até à tarde. E tudo aquilo, sobre o que ela se deitar durante a sua separação será imundo; e tudo sobre o que se assentar, será imundo. E qualquer que tocar a sua cama, lavará os seus vestidos, e se banhará com água, e será imundo até à tarde. E qualquer que tocar alguma coisa, sobre o que ela tiver assentado, lavará os seus vestidos, e se banhará com água, e será imundo até à tarde. Se também alguma coisa estiver sobre a cama, ou sobre o vaso em que ela se assentou, se alguém a tocar, será imundo até à tarde. E se, com efeito, qualquer homem se deitar com ela, e a sua imundícia estiver sobre ele, imundo será por sete dias; também toda a cama, sobre que se deitar será imunda… Toda a cama, sobre que se deitar todos os dias de seu fluxo, ser-lhe-á como a cama de sua separação; e toda a cousa, sobre que se assentar, será imunda, conforme a imundícia de sua separação, e qualquer que as tocar será imundo; portanto lavará seus vestidos, e se banhará com água, e será imundo até à tarde… E ao oitavo dia tomará duas rolas, ou dois pombinhos, e os trará ao sacerdote, a porta da tenda da congregação. Então o sacerdote oferecerá um para a expiação do pecado, e o outro para holocausto: e o sacerdote fará por ela expiação do fluxo de sua imundícia perante o IHVH”.
O que realmente se passava aqui era que há pouco uma mulher tomara uma decisão para buscar cura nas mãos do Senhor. Esta mulher teve um fluxo de sangue que a fez cerimonialmente impura (suja). Ela permaneceria separada das pessoas porque se qualquer um a tocasse ou se ela tocasse em qualquer um, ela os faria impuros também.
Simplesmente raciocine, se ela fizesse alguém impuro (sujo) devido ao seu toque, ela cometeria pecado. Na tradição judaica há três classes de impurezas. Um fluxo de sangue era uma classe de impureza muito séria. Uma vez que ela tocou alguém e os fez impuros (sujos), aquelas pessoas teriam que tomar banho, lavar as suas roupas, e esperar até à noite antes de eles estivesses uma vez mais limpos. Se eles estivessem impuros (sujos) devido ao toque dela, isto limitava o que lhes permitia através de lei para fazerem ou quem poderia, em troca, tocar-lhes. Este foi um ato muito sério que esta mulher executou.
O estágio fora cumprido. Jairo tinha convencido Ieshua ir com ele e curar a filha dele que estava doente ao ponto de morrer. Jairo, como um dos principais da sinagoga, certamente conhecia a lei. Ele sabia que no momento em que esta mulher tocou Ieshua, Ele ficou impuro (sujo). Como o coração dele deve ter ficado quando ele ouviu-a confessar “toda a verdade”.
Agora Ieshua não poderia ir para curar a filha dele. Ele tem que ir e tem que tomar banho, lavar as vestes dele, e esperar até a noite antes de Ele pudesse auxiliá-la. Por favor não cometa o engano de pensar que estas pessoas ignorariam esta lei simplesmente. Não há forma alguma de avaliar tudo aquilo estava passando naquele momento pela mente de Jairo.
Até onde a mulher com o fluxo de sangue está preocupada? Embora ela recebesse a cura, ela tentou fugir. Por que? Era porque ela sabia que o que ela tinha feito foi considerado um pecado. Ela sabia certamente que as ações dela tornaram Ieshua impuro (sujo).
Ieshua soube que algo tinha acontecido no momento que ela O tocou. A Escritura diz que Ele percebeu que aquela “virtude” tinha saído d’Ele. Nós deveríamos considerar esta palavra virtude por um momento. A palavra para “virtude” em hebraico é (geburha), e é da raiz (gabar), o que significa, “força, devido a amarrar, que torce, consequentemente uma corda “.
Quando esta mulher com o fluxo de sangue tocou a Ieshua, Ele sentiu força ou poder deixá-lo imediatamente. Este é um poder particular que é produzido ligando fios de corda juntos para fazer uma trança. Isso soa familiar? Parece a construção do tzitit? Ieshua fez a pergunta “Quem tocou minhas roupas“? A passagem também adiciona que Ele “deu uma olhada para a ver quem tinha feito isto“.
Ela quis roubar um milagre de Ieshua simplesmente. A “virtude” que O deixou era a força produzida por relacionamento. O que mostra isto? Não nos mostra isto que Ieshua estava interessado mais em relacionamento do que em milagres?
“Então a mulher, que sabia o que tinha acontecido, temendo e tremendo, aproximou-se, e prostrou-se diante dele, e disse-lhe toda a verdade “. Novamente, por que ela estava tão temerosa? Poderia ser por que ela sabia que o que ela tinha feito estava contra o mandamento de Deus? O que ela tinha feito foi considerado um pecado. Ela sabia que ela tornou Ieshua impuro (sujo).
Ieshua responde com grande generosidade e entendimento. Ele disse, “Filha, a tua fé te salvou; vai em paz e sê curada deste teu mal “. Ele não a condenou; mas sofreu Ele as consequências de tornar-se impuro (sujo)? O restante da história provê a resposta para nós.
Após a declaração de Ieshua para a mulher, algumas pessoas da casa de Jairo vieram lhe dizer que não aborrecesse o Mestre mais, porque a filha dele tinha morrido. A estas declarações Ieshua respondeu dizendo a Jairo, “não temas, crê somente “.
O Senhor tenha Misericórdia de nós!!!