Doutrinas – Calvinismo
Doutrinas – Calvinismo
Sumário
1.2- A difusão da Fé Reformada
1.3- Cinco pontos do calvinismo
2.1- Revelação e as Escrituras
Calvinismo
Igrejas Relacionadas:
O Calvinismo (também chamado de Tradição Reformada, Fé Reformada ou Teologia Reformada) é tanto um movimento religioso protestante quanto um sistema teológico bíblico com raízes na Reforma Protestante, iniciado por João Calvino em Genebra no século XVI .
A Tradição Reformada foi desenvolvida, ainda, por diversos outros teólogos como Martin Bucer, Heinrich Bullinger , Pietro Martire Vermigli e Ulrico Zuínglio .
Apesar disso, a Fé Reformada costuma levar o nome de Calvino, por ter sido ele seu grande expoente. Atualmente, o termo também se refere às doutrinas e práticas das Igrejas Reformadas. O sistema costuma ser sumarizado através dos cinco pontos do calvinismo.
Calvinistas romperam com a Igreja Católica Romana, mas diferiam dos luteranos na doutrina sobre a presença real de Cristo na Eucaristia, Princípio regulador do culto , e o uso da lei de Deus para os crentes , entre outras coisas.
O termo calvinismo pode ser enganoso, pois a tradição religiosa que por ele é identificada sempre foi diversificada, com uma vasta gama de influências, em vez de um único fundador. O movimento foi chamado pela primeira vez calvinismo pelos luteranos que se opunham a ele, e muitos dentro da tradição preferem usar o termo Reformado para o descrever.
História
João Calvino exerceu uma influência internacional no desenvolvimento da doutrina da Reforma Protestante , à qual se dedicou com a idade de 30 anos, quando começou a escrever a Instituição da Religião Cristã em 1534 (publicado em 1536). Esta obra, que foi revista várias vezes ao longo da sua vida, em conjunto com a sua obra pastoral e uma coleção maciça de comentários sobre a Bíblia , são a fonte da influência permanente da vida de João Calvino no protestantismo.
Para Bernardye Cotitretw, biógrafo de Calvino, o calvinismo é o legado de Calvino e torna-se uma forma de disciplina, de ascese, que raramente é levada ao extremo da teimosia.
O calvinista é, pois, no extremo, um profundo conhecedor da Bíblia, que pondera todas as suas ações pela sua relação individual com a moral cristã.
O calvinismo é também o resultado de uma evolução independente das ideias protestantes no espaço europeu de língua francesa , surgindo sob a influência do exemplo que na Alemanha a figura de Martinho Lutero tinha exercido.
O termo “calvinismo” foi aparentemente usada pela primeira vez em 1552, numa carta do pastor luterano Joachim Westphal, de Hamburgo .
A difusão da Fé Reformada
O calvinismo marca a segunda fase da Reforma Protestante , quando as igrejas protestantes começaram a se formar, na sequência da excomunhão de Martinho Lutero da Igreja Católica romana. Neste sentido, o calvinismo foi originalmente um movimento luterano.
O próprio Calvino assinou a confissão luterana de Augsburgde 1524. Por outro lado, a influência de Calvino começou a fazer sentir-se na Reforma Suíça , que não foi luterana, tendo seguido a orientação conferida por Ulrico Zuínglio.
Tornou-se evidente que a doutrina das igrejas reformadas tomava uma direção independente da de Lutero, graças à influência de numerosos escritores e reformadores, entre os quais Ulrico Zuínglio, João Calvino , Martin Bucer , William Farel , Heinrich Bullinger , Pietro Martire Vermigli , Teodoro de Beza , e John Knox .
Uma vez que tem múltiplos fundadores, o nome “calvinismo” induz ligeiramente ao equívoco, ao pressupor que todas as doutrinas das igrejas calvinistas se revejam nos escritos de João Calvino.
O nome aplica-se geralmente às doutrinas protestantes que não são luteranas, e que têm uma base comum nos conceitos calvinistas, sendo normalmente ligadas a igrejas nacionais de países protestantes, conhecidas como igrejas reformadas, ou a movimentos minoritários de reforma protestante.
Nos Países Baixos , os calvinistas estabeleceram a Igreja Reformada Neerlandesa .
Na Escócia , através da zelosa liderança do ex-sacerdote católico John Knox , a Igreja da Escócia foi estabelecida segundo os princípios calvinistas.
Na Inglaterra , o calvinismo também desempenhou um papel na Reforma, e, de lá, seguiu com os puritanos para a América do Norte .
Na França, os calvinistas, chamados de huguenotes, foram perseguidos, combatidos e muitas vezes obrigados ao exílio.
Em Portugal , na Espanha ou na Itália , estas doutrinas tiveram pouca divulgação e foram ativamente combatidas pelas forças da Contrarreforma, com a ação dos jesuítas e da Inquisição .
O sistema teológico e as práticas da igreja, da família ou na vida política, todas elas algo ambiguamente chamadas de “calvinismo”, são o resultado de uma consciência religiosa fundamental centrada na “soberania de Deus”.
O calvinismo pressupõe que o poder de Deus tem um alcance total de atividade e resulta da convicção de que Deus trabalha em todos os domínios da existência, incluindo o espiritual, físico, intelectual, quer seja secular ou sagrado, público ou privado, no céu ou na terra.
De acordo com este ponto de vista, qualquer ocorrência é o resultado do plano de Deus, que é o criador, preservador, e governador de todas as coisas, sem exceção, e que é a causa última de tudo.
As atividades seculares não são colocadas abaixo da prática religiosa. Pelo contrário, Deus está tão presente no trabalho de cavar a terra como na prática de ir ao culto. Para o cristão calvinista, toda a sua vida é um culto a Deus.
De acordo com o princípio da predestinação, por causa de seus pecados, o homem perdeu as regalias que possuía e distanciou-se de Deus. O homem é considerado “morto” para as coisas de Deus e é dominado por uma indisposição para servir a Deus.
Só havia, então, uma maneira de resolver esse problema: o próprio Deus reatando os laços. Deus então, segundo a doutrina da predestinação, escolheu alguns dos seres humanos caídos para salvar da pecaminosidade e restaurar para a comunhão com ele.
Deus teria tomado esta decisão antes da criação do Universo. Mas é claro que não é por causa de quaisquer boas ações que eles foram escolhidos: “porque pela graça sois salvos, mediante a fé, e isso não vem de vós; é dom de Deus; não vem de obras, para que ninguém se glorie”.(Efésios 2:8,9)
Os cinco pontos do calvinismo (conhecidos pelo acróstico TULIP, referente às iniciais dos pontos em inglês) são doutrinas básicas sobre a salvação, definidas pelo Sínodo de Dort . São eles:
- Depravação total – Graça Soberana Necessitada
- Eleição incondicional – Graça Soberana Específica
- Expiação limitada – Graça Soberana Meritória
- Vocação eficaz – Graça Soberana Eficaz
- Perseverança dos santos – Graça Soberana Perseverante
O calvinismo também defende uma Teologia Aliancista e os sacramentos como meio de graça, Santa Ceia e Batismo, incluindo o Batismo infantil.
O calvinismo deveria ser austero e disciplinado, ou seja: As pessoas não tinham direito a excessos de luxo, e conforto, sem esbanjamento.
Cinco pontos do calvinismo
Os Cinco Pontos do Calvinismo, (conhecidos pelo acróstico TULIP, referente às iniciais dos pontos em inglês) são uma síntese dos cânones teológicos definidos no Sínodo de Dordrecht, no âmbito da disputa entre calvinistas e arminianos acerca das doutrinas da Graça e da Predestinação.
Eles refletem a soteriologia típica do movimento calvinista, interpretando a natureza da graça de Deus na salvação da criatura humana. Seu eixo é a afirmação de que Deus é perfeitamente capaz de salvar cada pessoa que Ele tenha a intenção de tornar objeto de sua graça salvadora e que seu trabalho não pode ser frustrado por algo ou alguém que fique no caminho, na tentativa de impedir sua conclusão.
Os cinco pontos do Calvinismo ao contrário do que se deduz pelo senso comum não foram feitos por Calvino e sim a partir de uma contra-argumentação ao protesto que os seguidores de Jacobus Arminius (um professor de seminário holandês) apresentaram ao “Estado da Holanda” em Julho de 1610, um ano após a morte de seu líder.
O protesto consistia de “cinco artigos de fé”, baseados nos ensinos de Armínio, e ficou conhecido na história como a “Remonstrance”, ou seja, “O Protesto”. O partido arminiano insistia que os símbolos oficiais de doutrina das Igrejas da Holanda, fizeram com que editassem a calvinaria
(Confissão Belga e Catecismo de Heidelberg) fossem mudados para se conformar com os pontos de vista doutrinários contidos no Protesto. As doutrinas às quais os arminianos fizeram objeção eram as relacionadas com a soberania divina, a inabilidade humana, a eleição incondicional ou predestinação, a redenção particular (ou expiação limitada), a graça irresistível (chamada eficaz) e a perseverança dos santos. Essas são doutrinas ensinadas nesses símbolos da Igreja Holandesa, e os arminianos queriam que elas fossem revistas. Esses Cinco Pontos são:

Depravação total do homem
Também chamada de “depravação radical”, “corrupção total” e “incapacidade total”. Indica que toda criatura humana, em sua condição atual, ou seja, após a queda, é caracterizada pelo pecado, que a corrompe e contamina, incluindo a mente.
Por isso, afirma-se que ninguém é capaz de realizar o que é verdadeiramente bom aos olhos de Deus. Em contrapartida, o ser humano é escravo do pecado, por natureza hostil e rebelde para com Deus, espiritualmente cego para a verdade, incapaz de salvar a si mesmo ou até mesmo de se preparar para a salvação. Só a intervenção direta de Deus pode mudar esta situação.
Eleição incondicional
Eleição significa “escolha”. É a escolha feita por Deus desde toda a eternidade, daqueles a quem ele concedeu a graça da salvação. Esta escolha não se baseia no simples mérito, ou na fé das pessoas que ele escolhe, mas se baseia em sua decisão soberana e incondicional, irrevogável e insondável. Isso não significa que a mesma salvação final é incondicional, mas que a condição em que assenta (fé) é concedida também pela graça de Deus, como seu presente para aqueles a quem Ele escolheu incondicionalmente.
Expiação particular (ou Expiação Limitada)
Também chamada de “redenção particular” ou “redenção definida”, significa a doutrina segundo a qual a obra redentora de Cristo foi apenas visando a salvação daqueles que têm sido alvo da graça da salvação.
A eficácia salvífica do Cristo redentor, então, não é “universal” ou “potencialmente eficaz” para quem iria recebê-lo, mas especificamente designada para consolidar a salvação daqueles a quem Deus Pai escolheu desde antes da fundação do mundo.
Os calvinistas não acreditam que a expiação é limitada em seu valor ou poder (se Deus o Pai quisesse, teria salvo todos os seres humanos sem exceção), mas sim que a expiação é limitada na medida em que foi destinada para alguns e não para todos.
Vocação eficaz (ou Graça Irresistível)
Também conhecida como: “graça eficaz”, esta doutrina ensina que a influência salvífica do Espírito Santo de Deus é irresistível, superando toda e qualquer resistência. Quando então, Deus soberanamente visa salvar alguém, o indivíduo não tem como resistir à essa graça da vida eterna com o próprio Deus.
Perseverança dos santos
Também conhecida como “preservação dos santos” ou “segurança eterna”, este quinto ponto sugere que aqueles a quem Deus chamou para a salvação, e depois, à comunhão eterna com ele (” santos “, segundo a Bíblia) não podem cair em desgraça e perder sua salvação.
Mesmo que, em suas vidas, o pecado os leve a renunciar à sua profissão de fé, eles (se eles são autênticos eleitos), mais cedo ou mais tarde, retornarão à comunhão com Deus.
Essa doutrina é baseada no fato de que a salvação é obra de Deus do começo ao fim, que Deus é fiel às Suas promessas, e que nada nem ninguém pode impedir Seus propósitos soberanos.
Este conceito é bem diferente do conceito usado em algumas igrejas evangélicas, de “uma vez salvos – salvos para sempre”, apesar da apostasia, a falta de arrependimento ou a permanência no pecado, desde que eles tiverem realmente aceito a Cristo no passado.
No ensino tradicional calvinista, se uma pessoa cai em apostasia ou não mostra mais sinais de arrependimento genuíno, pode ser prova de que ele nunca foi realmente salvo, e, em seguida, que não fazia parte do número dos eleitos.
O acróstico TULIP em inglês coincide com a palavra tulipa, por este motivo, frequentemente a flor referida é utilizada como símbolo do Calvinismo.
Doutrina
2.1- Revelação e as Escrituras
Teólogos reformados acreditam que Deus se comunica conhecimento de si mesmo para as pessoas através da Palavra de Deus. As pessoas não são capazes de saber nada sobre Deus, exceto através desta autorrevelação.
A especulação sobre qualquer coisa que Deus não revelou através de sua Palavra não se justifica. Todavia, os calvinistas entendem que Deus é infinito, e as pessoas finitas são incapazes de compreender um ser infinito. Enquanto o conhecimento revelado por Deus nunca está incorreto, ele também nunca é completa.
De acordo com teólogos reformados, a auto-revelação de Deus é sempre através de seu filho Jesus Cristo , porque Cristo é o único mediador entre Deus e as pessoas.
A revelação de Deus através de Cristo vem através de dois canais básicos. O primeiro é a Criação e Providência , que é criar e continuar a trabalhar no mundo de Deus.
Esta ação de Deus dá a todos o conhecimento sobre Deus, mas esse conhecimento só é suficiente para fazer todos os seres humanos culpados por seus pecados, porque ele não inclui conhecimento do evangelho.
O segundo canal através do qual Deus se revela é a redenção, que é o evangelho da salvação da condenação que é castigo pelo pecado.
Na teologia reformada, a Palavra de Deus assume diversas formas. O próprio Jesus Cristo é o Verbo encarnado. As profecias sobre ele dito ser encontrada no Antigo Testamento e do ministério dos apóstolos que o viram e comunicado a sua mensagem também são a Palavra de Deus.
Além disso, a pregação dos ministros sobre Deus é a própria Palavra de Deus, porque Deus é considerado falando através deles. Deus fala também através de escritores humanos na Bíblia, que é composto de textos separado por Deus para a auto-revelação.
Teólogos reformados enfatizam a Bíblia como um meio excepcionalmente importantes pelos quais Deus se comunica com as pessoas. As pessoas ganham conhecimento de Deus da Bíblia que não pode ser adquirida em qualquer outra forma.
Teólogos reformados afirmam que a Bíblia é verdadeira, mas as diferenças surgem entre eles sobre o significado e a extensão de sua veracidade.
Seguidores da escola conservadora dos teólogos Princeton, tais como:
- A Igreja Presbiteriana do Brasil ,
- A Igreja Presbiteriana Nacional no México
- A Igreja Presbiteriana na América
Consideram que a Bíblia é verdadeira e infalível, ou incapaz de erro ou falsidade, em todos os lugares.
Este ponto de vista é muito semelhante ao do Catolicismo Ortodoxo , bem como o moderno Evangelicalismo.
Um outro ponto de vista, influenciada pelo ensino de Karl Barth e a Neo-Ortodoxia , é encontrada na Confissão de 1967 da Igreja Presbiteriana (EUA) . Aqueles que tomam este ponto de vista acreditam que a Bíblia é a principal fonte de nosso conhecimento de Deus.
Neste ponto de vista, Cristo é a revelação de Deus, e as escrituras testemunhar a esta revelação ao invés de ser a própria revelação. A opinião conservadora tem prevalecido nas últimas décadas, na medida em que as igrejas que aderem a visão tradicional da Bíblia como Palavra de Deus, estão em crescimento, enquanto as igrejas que adotam a segunda visão, em declínio.
2.2- Pacto
Teólogos reformados usam o conceito de aliança para descrever a maneira como Deus entra comunhão com as pessoas na história. O conceito de aliança é tão proeminente na teologia reformada que a teologia reformada como um todo é às vezes chamada de “teologia da aliança”.
No entanto, teólogos do século XVI e XVII desenvolveram um sistema teológico particular chamado” teologia da aliança” ou “teologia federal” que muitas igrejas reformadas conservadoras continuam a afirmar nos dias de hoje.
Esse sistema estabelece uma divisão sobre a relação de Deus com as pessoas principalmente em dois pactos: o pacto de obras e o pacto da graça.
O pacto das obras é feito com Adão e Eva no Jardim do Éden , onde Deus proveria uma vida abençoada no Jardim com a condição de que Adão e Eva obedecessem à lei Divina perfeitamente. Como Adão e Eva quebraram o pacto ao comer o fruto proibido, eles ficaram sujeitos à morte, foram banidos do jardim e o pecado foi transmitido a toda a humanidade. Teólogos federais geralmente inferem que Adão e Eva teriam ganho a imortalidade caso tivessem obedecido perfeitamente.
O segundo pacto, chamado o pacto da graça, é dito ter sido feito imediatamente após o pecado de Adão e Eva. Nele, Deus graciosamente oferece a salvação da morte sob a condição de fé em Jesus Cristo. Este pacto é administrado em formas diferentes em todo o Antigo e Novo Testamento, mas mantém a substância de ser livre de uma exigência de perfeita obediência.
2.3- Criação e Expiação
Teólogos reformados afirmam a crença cristã histórica de que Cristo é eternamente uma pessoa com uma natureza divina e uma natureza humana. Reformadores cristãos especialmente enfatizam que Cristo verdadeiramente se tornou humano para que as pessoas pudessem ser salvas.
A natureza humana de Cristo tem sido um ponto de discórdia entre a cristologia Reformada e Luterana.
De acordo com a crença de que os seres humanos finitos não podem compreender a Divindade infinita, teólogos reformados seguram que o corpo humano de Cristo não pode estar em vários locais ao mesmo tempo.
Porque luteranos creem que Cristo é corpo presente na Eucaristia, eles sustentam que Cristo é corpo presente em muitos locais simultaneamente. Para os cristãos reformados, tal crença nega que Cristo realmente se tornou humano.
João Calvino e muitos teólogos reformados que o seguiram descrevem a obra da redenção de Cristo, em termos de três ofícios: profeta, sacerdote e rei.
Cristo é dito ser um profeta em que ele ensina a doutrina perfeita, sacerdote em que ele intercede ao Pai em favor dos crentes e se ofereceu como sacrifício pelo pecado, e um rei em que ele governa a igreja e lutas em pelos crentes. O ofício tríplice vincula a obra de Cristo para a obra de Deus no antigo Israel.
Os cristãos acreditam que a morte de Jesus e ressurreição torna possível para os crentes alcançar o perdão dos pecados e reconciliação com Deus por meio da expiação .
Reformadores protestantes geralmente inscrevem-se a uma visão particular da expiação chamado expiação substitutiva , o que explica a morte Cristo como um pagamento de sacrifício pelo pecado. Acredita-se que Cristo ter morrido no lugar do crente, que é considerado justo, como resultado desse pagamento sacrificial.
2.4- Pecado
Na teologia cristã, as pessoas são criadas boas e na imagem de Deus , mas se tornaram corrompidos pelo pecado, o que faz com que sejam imperfeitos e excessivamente autointeressadas.
Cristãos reformados, seguindo a tradição de Agostinho de Hipona , acreditam que este corrupção da natureza humana foi causada por causa do primeiro pecado de Adão e Eva, uma doutrina chamada Pecado original .
Teólogos reformados enfatizam que este pecado afeta toda a natureza de uma pessoa, incluindo a sua vontade. Sob esta visão o pecado domina as pessoas de forma que são incapazes de evitar o pecado, tem sido chamado de depravação total .
Em Português, o termo “depravação total” pode ser facilmente mal interpretada para significar que as pessoas estão ausentes de qualquer bondade ou incapazes para fazer qualquer bom.
No entanto, o ensino Reformado na verdade é que, enquanto as pessoas continuam a suportar a imagem de Deus, podem fazer coisas que são exteriormente boas, mas suas intenções pecaminosas afetam toda a sua natureza e ações pelo que eles não são totalmente agradáveis a Deus.
















